quarta-feira, abril 13, 2016

Amor platónico aos 18 e uma amiga daquelas

Em minha defesa, começo por dizer que a R , era a amiga que me acompanhava nestas loucuras, era daquelas amigas que , quando está conosco... Frequentava a noite de Quarteira e estava mesmo muito , como direi "encantada" com um rapaz de lá. E nessa altura, como também poderão constatar , tinha pouco que fazer na vida.
Bem vocês vão perceber ...
 Era o último Verão antes da universidade e eu estava a viver um amor platónico por um amigo do meu melhor amigo de Quarteira (e não "da" Quarteira), a diversão era vê-lo, apenas isso. A discoteca que estava a dar era o Black Jack do Casino de Vilamoura, eu era quase parte da mobília, nunca pagava e tive um Verão louco.
Uma noite, eu e a R não encontrávamos o "fofo" (como todos os meus amigos lhe chamavam na minha presença) e fomos dar por ele a guardar a mota na loja. E eu disse à R: "Estaciona calmamente, estamos de vidros em baixo, tu vê lá..."
Imediatamente, aquela gaja tapa a boca com a não para não se rir. Olhei para o lado e disse: "oh pá ele vai pensar o quê? " e a R diz: a verdade.
Começa-se a rir, ai que me dói a barriga de rir e encolhe-se e PIMBA! UMA BELA CABEÇADA NO VOLANTE EM CHEIO NA BUZINA DO CARRO!
A falar baixo e já a tremer disse: R, encosta-te e baixa-te: PIMBA! O JOELHO BATEU NA MANETE DOS PISCAS E DEU SINAL DE LUZES DUAS VEZES. Entretanto o fofo passou de carro e olhou para nós e acenou.

Fomos para o Black Jack e no parque de estacionamento a R diz em alto e bom som: "Estava mesmo a apetecer-me uma F*** daquelas à bruta mesmo assim com força!"
Ao lado, um Opel Astra Cabrio, capota em baixo com 2 betinhos lá dentro: " eh suas malucas"...  (eu não disse aquilo, foi a R mas da fama não me livrei)

Sou o que quiseres... Mas quando eu quiser.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.