Absorve-me mas em várias fracções

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Sou tão tua como tu és meu

De ti, sou a areia que banhas como uma onda. Sou tão tua como nunca o fui até à data. De ti, guardo esforços, tempo... dedicados a mim. Por saber amar , te estou grata, por melhorar a cada dia, também. 

Haverá vida sem amor? Talvez mas eu não concebo tal tipo de vida. Aliás não concebo a vida sem alguém que me dê e que receba. Sou carente de afetos, de conversas, de mimos... 

De ti, preciso disso.

 

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sábado, 19 de setembro de 2020

Adorei - Pandemia - novos papéis sociais

Há gente que parece estar a habituar-se lindamente a esta nova normalidade. Como se isto fosse a coisa mais natural e desejável do mundo... Não sei se antes já tinham alguma afasia, ou paranóia, ou carência no relacionamento com os outros. Do meu lado, posso dizer que - não obstante perceber o que está em causa e acatar o que me é pedido, por mim e pelos outros - isto está a matar-me ao poucos. Literalmente.

Acho horrível o que se está a passar, e não raras vezes me pergunto se o que vai restar depois de tudo isto terminar se poderá continuar a chamar de Vida e de Humanidade. Especialmente numa época em que nunca estivemos tão interligados e, simultaneamente, tão sós.

Diz-se que nós, os humanos, nos habituamos a tudo. A que custo? Somos animais de afetos, de toque, de relacionamentos, de amassos, de beijos, de linguagem não verbal. Muita da nossa evolução deveu-se à capacidade de descodificar as infinitas possibilidades que os 56 músculos da cara nos oferecem. E esses músculos desenvolveram-se para dar resposta às nossas exigências de comunicação, que são muitas.

Falem com o Darwin, que ele sabe do que falava. Foi daí que surgiu o Amor, a Empatia, o Altruísmo. E o Ódio, e o Racismo, e a intolerância à diferença, e o ideal de Beleza (e a ideia preconcebida de Fealdade), E porta que se abrem e que se fecham só pelo embrulho, eu sei. Mas foquemo-nos nas coisas boas.

Eu sei que temos de fazer de tudo para sobrevivermos... Está inscrito nos nossos genes. Mas por vezes, temos de deixar de viver para vivermos. E isso é um paradoxo do caraças.

É que isto é o Novo Normal. Se demorar tempo demais, um dia já não nos lembraremos como era antes, e ainda vamos chamar a polícia porque alguém sorriu para nós.

Depois de tudo isto, estarão finalmente criadas todas as condições para a ascensão de uma sociedade distópica, desumana, já pensada por Orwell e Huxley. Leiam os manuais de instruções por eles escritos: 1984 e Admirável Mundo Novo. Vão precisar deles.

 

Por Paulo Galindro

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Dante

 As pessoas saberão que Dante nos deu a sua versão do inferno e nós, claro está, assumimos a mesma como a mais certa para o inferno.

Mas antes de morrer, sentimos todos um pequeno inferno, um daqueles que dói a alma, doí o corpo, dói simplesmente . Quanta svezes não usamos a expressão "que inferno pá!"

Não se iludam, alguns infernos dão a ideia de que o verdadeiro inferno é dantesco

 

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Aprende a fazer falta


Fazer falta, faz falta. Devemos aprender a fazer falta. Quanto a mim, é um dever para os outros e para nós enquanto indivíduos. O espaço de cada um é tão sagrado como simples e indispensável.
A necessidade está mesmo à nossa frente, manifesta-se em todo o tipo de relações, em todas as idades. As pessoas precisam da sua individualidade e de um espaço. Curiosamente, os que nos são mais próximos, podem ser os primeiros a considerar esse escape algo "estranho".
Como eu gosto do lado "espaçoso" do meu casamento.

 

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Saudades

Estive internada, fui operada.

Esta operação já me trouxe dores , pâncico e ansiedade.

Agora, agora é só resistir.

Beijos

 

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Por tudo o que não te disse

Por tudo o que não te disse, eu sorri e fingi estar tudo bem. Por tudo o que te acontecia, eu ficaria feliz mas não estava presente no momento ... Ainda assim, por tudo o que ficou por dizer, hoje penso na vida que teria hoje. O que teríamos nós mudado na vida um do outro mais do que o que mudámos?
Deixei por dizer e muitas foram as noites que te ouvia passar perto de casa e queria falar contigo.
Todas as visitas , todas as conversas, todas as novelas juntos e eu sempre a medir o que era necessário julgava eu. Haviam aqueles limites que a relação impunha, porque nós os impusemos, caso contrário ... Não sei
Mas não é imprudência minha pensar que eu era a tal mas nenhum de nós o quis admitir. Fricção? Muita
Tensão sexual? Muita e intensa
Rejeitei-te e hoje penso nisso, felizmente penso poucas vezes, o passado , este passado jaz em Albufeira.



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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O que é o desejo

O que é o desejo senão um usar da nossa vontade para transformarmos o comum em especial?
O sonho num toque real. Que seria de nós sem desejarmos um corpo, um sorriso, um cheiro, um beijo... Tudo isso somos nós a querer dizer "quero-te" em silêncio. A tocar ao invés de olhar.
Por tudo o que desejo não fosses tu o corpo que nem foi preciso imaginar, mas toquei, senti, cheirei, beijei e transformei o desejo em momentos únicos que permanecem aqui, bem guardados.





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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

As normas

Por norma, as pessoas têm um instinto de sobrevivência  apurado. Nas situações limite vão buscar força, reiventam-se, recriam, reproduzem.
Pergunto-me se todos so dias não podemos procurar outra forma de estar, de resistir, de pensar... ?  De trabalhar, de comer ou vestir.... Tem que ser somente em sutuações que impliquem desespero,  fome, frio, medo, aliás pânico, desgosto?
Será que as comorbilidades da vida, de estar vivo e existir só se manifestam aliadas ao extremo. Acho que não.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Para trás mija a burra

E nós.
Andar para trás ao mesmo tempo que se inicia o ano letivo. Na minha opinião, são os alunos as cobaias desta nova etapa social . Sinceramente? tenho medo. Se a uns este vírus nada afeta, como algumas zonas rurais ou porque já estavam semper de rabo alapado em casa á custa de rendimentos do trabalho dos outros, a mim, só a preocupação afeta . Tanto gel, tanta máscara, quando só em casa nos sentimos em segurança...


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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Nós, no comando.



Devaneias quando não sentes o meu cheiro, é o dilúvio se eu não apareço... Não. Nada disso.
És a calma e precisão que uma impulsiva como eu necessita, és previsível. Mas não no sexo. Afinal quem manda sou eu, tu apenas és pontual e pouco falas. Depois de mais de uma década sei que a tua natureza é essa. Sentes-te atormentado, excitado, delirante e aí estás, ainda de fato e gravata...
tentas falar, tapo a tua boca com a minha, e não saímos do hall, é mesmo ali que os teus pobres 45 minutos se enriquecem de pecado, fora da vista de quem não devia ver, não será o nosso último encontro, somos íman, somo dupla, somos cúmplices, somos amigos, somos sexo, cheiramos a sexo, fazemo-lo bem um par ao outro. Esperava mil anos para encontrar outra alma gémea no sexo como quando fomos apresentados.
Tormenta ou delírio? qualquer uma das duas é prazeirosa pois sei os teus lábios estarão nos meus quando voltares a correr para mim, por pouco tempo mas voltas e nada, nem no céu ou inferno, nos faz gritar:  não!
Decidimos inconscientemente que as nossas almas, são os nossos corpos, sem tempo, sem idade, apenas com destinos. Os meus olhos destinam-se a olhar dentro desses teus verdes olhos que se fecham de quando em vez, quando sentes o meu calor. O teu calor é o meu, a tua tesão é a minha...
Não tenhamos medo de nos tocar, afinal, a próxima vez está sempre garantida. Eles não nos forçarão a parar, não nos controlarão.
O nosso sexo é a nossa superioridade

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