Absorve-me mas em várias fracções

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Ser tua, apenas o é.

Chegas no teu registo habitual. O registo de quem olha para uma praia e vê o mundo a seus pés. De quem saboreia um gelado e imagina as cores das frutas. Vives a vida, Quando olhas para mim, não me tens aos teus pés, mas sabes que sou tua, Quando dois seres se entendem assim, conseguem agir sem pedir, sem falar, sem um único som. 

Quando chegas no teu registo habitual, "ser tua" não é um estado , um espaço temporal, apenas o é. 




 

Pink Poison(ver ©COPYRIGHT)

Tudo o que queremos



A bela e o monstro

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Da Pink para a M.

Reconhece na tua vida que nem todos aceitam. Defenderás a tua crença aceitando que não aceitam. Faz sentido? Faz , para mim começou a fazer. Como faz sentido chorar, rir, amar, ter tesão, abraçar, cuidar e nunca prender. A agenda da tua vida precisa de poucas páginas, e escreve a caneta para que não te tentem mudar. Podes sempre riscar quem ou o que não interessa, o que já alcançaste. Escolhe um dia para perceberes com quem te identificas, quem não queres por perto, quem não te adiciona nada. 

Nessa agenda, marca um dia para decisões importantes, para teres um ataque de riso, um ataque de ansiedade, um ataque de gula... Não faz tudo parte da vida? 

Fazer parte da vida de alguém, ser a felicidade de alguém, ajudar quando alguém precisa, não precisas de salvar o mundo, apenas de ajudar alguém que precise.

Da Pink para a M. 




 

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Baleia? Não, mulher

Numa cidade francesa, num cartaz com uma jovem espectacular na montra de um ginásio estava escrito:

- "Este verão, queres ser sereia ou baleia?"

Uma mulher de meia idade, cujas características físicas pouco interessam, respondeu à pergunta publicitária desta forma:

- Estimados Senhores,

As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos). Têm uma vida sexual muito ativa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam.

Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões.

Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.

As baleias cantam muito bem e até as gravam em cd. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.

As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".

Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?

Para mim está claro, quero ser baleia.

P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um gelado com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos. Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir o meu rabo no espelho, pensarei, "Meu Deus, que inteligente que sou..."

(autora desconhecida)

 


 

domingo, 19 de setembro de 2021

Live, add, embrace and enjoy


Quando temos tanto para dizer...

Em determinados dias, e situações, não me dou ao trabalho de ouvir, de explicar, quero simplesmente acabar com aquilo. Outros há, em que tenho tanto para dizer e sinto mesmo que só me iria fazer bem, mas não o faço. 
Por não querer magoar, por não ficar magoada... Pergunto-me se não seria melhor mudar de postura, dizer aquilo que penso como em quase tudo na minha vida. Será que a minha dor é como a liberdade? Termina onde a do outro começa? 


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Dead, actually, can Dance

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Tenho que admitir U2 e as mensagens

... Que não sou aquela fã tresloucada dos U2. Sons deles como "With or Without you" não mexem comigo como outra pessoas que até dançam isso no fecho da pista de uma discoteca dos anos 90. Reconheço a genialidade do "where the streets have no name" ter sido gravado no topo de um prédio e adoro a guitarra de introdução. Depois , apenas o álbum ZOO mexeu comigo, curiosamente um mais "fora" do estilo dos U2 com "Lemon" a ser a minha favorita. Neste álbum , a banda compara a necessidade de termos chatices com a do peixe ter uma bicicleta. 

    Na verdade os U2 são para mim, uma das maiores bandas sim, pelo selo da mensagem, da causa que hoje +e falada no Big Bother e que há 30 anos Bono (vocalista) gritava "África, África!" para termos em conta a fome nesse continente. E ao lermos/ouvirmos as letras destes senhores, pensamos que sempre que Bono canta, defende algo, manda uma mensagem, arrepia, grita... Enfim daquelas bandas que mesmo sem ser uma das minhas favoritas, reconheço que são grandes as músicas, os solos de guitarra e que não se limitam a cantar o amor homem /mulher mas a exaltar a existência do amor ao próximo, do amor a si, do amor às mulheres, aos homens e que quem pode, deve ajudar.

Sunday bloody Sunday (Domingo sangrento) canta a tragédia de um Domingo na Irlanda em Janeiro de 1970 onde alegadamente o governo e as forças policiais atuaram com violência contra as pessoas, havendo sangue por todo lado, onde vidros estavam no chão misturados com crianças e adultos feridos.

Os U2 sem dúvida marcam a diferença.

 


 



quinta-feira, 2 de setembro de 2021

(Do que ) somos feitos afinal?

 Há um vírus, há ódio nas redes sociais, há vacina? O ódio regressa. Tanta informação sobre o despertar da consciência, sobre seres que vivem em frequências diferentes... Existem tantas teorias de melhorarmos que nos esquecemos disso mesmo, melhorar.

Hoje li que basta termos amigos, uma casa e alimento para sermos felizes, também há um filósofo que afirma que "as pessoas felizes não consomem"...

Eu consumo, mas também criei um protejo de ajuda alimentar e de outros bens, defendo as minhas causas mas estar constantemente a exaltar o despertar da consciência e teoria de Jung e outros para sermos mais e melhores... Não me parece viável. 

Vivemos na era dos ofendidos, dos defendidos, dos gritos, das manifestações pacíficas, dos que não gostam de carne, de peixe, de se falar bem de uma mulher, porque estamos a diminuir a condição dela, agora aparecem os simbolismos, ah a representatividade. Como uma foto com pessoas ruivas a olharem para outra... Ai coitados dos ruivos, ai que isto é que é!

Mêdeusdocéu!





 

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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Ontem

Por esta hora, o meu coração ficou lá, naquele monte, nas recordações, nas inovações ( e esta? o meu PINKO fez uma piscina de paletes), naquela barragem... 

Ontem veio um bocadinho de mim, o suficiente para sobreviver

                                    Barragem do Funcho S.B. Messines

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Porque motivo há tantas crianças inteligentes e tantos adultos estúpidos?

Fica a reflectir acerca disto durante uns parágrafos e acaba por concluir que só pode ser um problema de educação. Por exemplo os desenhos das crianças em geral são magníficos, os dos adultos, excepto no caso de serem artistas de talento, uma bodega. Claro que é um problema de educação: uma criança criativa é herética e subversiva

(até rima, olha)

e claro que isso assusta os professores que exigem dos alunos uma normalização que conduz inevitavelmente à mediocridade que tanto tranquiliza os pais. Queremos que os filhos tenham vidinhas, sejam tristemente independentes, consigam um bom casamento, uma, tanto quanto possível, boa casa, um ordenado simpático, filhos bem educados. Claro que admitimos Gauguin ou Mozart desde que não façam parte da família. Em geral as famílias defendem-se criando um maluquinho. Todas têm aquilo que consideram o maluco da família e, quando o maluco, por qualquer motivo, deixa de o ser, apressam-se a arranjar outro antes que a estrutura se desagregue. Não há nada que assuste mais as pessoas do que a criatividade, nada que as apavore mais do que a diferença. A sociedade necessita de medíocres que não ponham em questão os princípios fundamentais e eles aí estão: dirigem os países, as grandes empresas, os ministérios, etc. Eu oiço-os falar e pasmo não haver praticamente um único líder que não seja pateta, um único discurso que não seja um rol de lugares comuns. Mas os que giram em torno deles não são melhores. Desconhecemos até os nossos grandes homens: quem leu Camões por exemplo? Quase ninguém. Quem sabe alguma coisa sobre Afonso de Albuquerque? Mas todos os dias há paleios cretinos acerca de futebol em quase todos os canais. Porque não é perigoso. Porque tranquiliza. Os programas de televisão são quase sempre miseráveis mas é vital que sejam miseráveis. E queremos que as nossas crianças se tornem adultos miseráveis também, o que para as pessoas em geral significa responsáveis. Reparem, por exemplo, em Churchill. Quando tudo estava normal, pacífico, calmo, não o queriam como governante. Nas situações extremas, quando era necessário um homem corajoso, lúcido, clarividente, imaginativo, iam a correr buscá-lo. Os homens excepcionais servem apenas para situações excepcionais, pois são os únicos capazes de as resolverem. Desaparece a situação excepcional e prescindimos deles. Gostamos dos idiotas porque não nos colocam em causa. Quanto às pessoas de alto nível a sociedade descobriu uma forma espantosa de as neutralizar: adoptou-as. Fez de Garrett e Camilo viscondes, como a Inglaterra adoptou Dickens. E pronto, ei-los na ordem, com alguns desvios que a gente perdoa porque são assim meio esquisitos, sabes como ele é, coitado, mas, apesar disso, tem qualidades. Temos medo do novo, do diferente, do que incomoda o sossego. A criatividade foi sempre uma ameaça tremenda: e então entronizamos meios-artistas, meios-cientistas, meios-escritores. Claro que há aqueles malucos como Picasso ou Miró e necessitamos de os ter no Zoológico do nosso espírito embora entreguemos o nosso dinheiro a imbecis oportunistas a que chamamos gestores. E, claro, os gestores gastam mais do que gerem, com o seu português horrível e a sua habilidade de vendedores ambulantes: Porquê? Porque nos sossegam. Salazar sossegava. De Gaulle, goste-se dele ou não, inquietava. Eu faria um único teste aos políticos, aos administradores, a essa gentinha. Um teste ao seu sentido de humor. Apontem-me um que o tenha. Um só. Uma criatura sem humor é um ser horrível. Os judeus dizem: os homens falam, Deus ri. E, lendo o que as pessoas dizem, ri-se de certeza às gargalhadas. E daí não sei. Voltando à pergunta de Dumas – Porque é que há tantas crianças inteligentes e tantos adultos estúpidos?

não tenho a certeza de ser um problema de educação que mais não seja porque os educadores, coitados, não sabem distinguir entre ensino, aprendizagem e educação. A minha resposta a esta questão é outra. Há muitas crianças inteligentes e muitos adultos estúpidos porque matámos o máximo de crianças que perdemos quando elas começaram a crescer. Por inveja, claro. Mas, sobretudo, por medo.

António Lobo Antunes

domingo, 15 de agosto de 2021

És tu! Comer&Foder

Se sou servida? Sou pois, quando tu me és servido numa bandeja e chegas com a tua típica descontracção, a tua beleza , mas um olhar triste. Abraça-te, abraça-me e começas a sorrir. Eu sou quem te sorri quando chegares, sou quem vai cuidar de ti, sou eu quem te vai ouvir, mimar, dar-te tesão, foder como se não houvesse amanhã. Esse teu corpo moreno que julgas qu etodas adoram, eu idolatro, que todas tentam , eu tenho a meu lado, porque felizmente, é mais do que um corpo aquilo que eu te vou dar.

Sempre assim to mostrei e assim será



 

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sábado, 7 de agosto de 2021

Nunca somos um "nós"

Tu e eu nunca fomos só nós. 

Penso que nunca se é apenas um nós numa relação: existe a família, o grupo de amigos, os hábitos do passado, o passado... Tu e eu , somos nós, a projectar, a pensar a sofrer um pelo outro...

Somos mais no que diz respeito a quem nos rodeia, há o dever moral, a resposta, a presença no almoço, no aniversário...

Somos sempre dois que nunca são um.

 

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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Apenas na onda


Não exagero, dou apenas cabo dos meus desenganos depois de um quotidiano em que eu desarmo, eu faço tremer, eu encosto e recosto e o papel virou! 
Revirei. Gritei. Tive frio. Calor. Sentimentos? Apenas físicos para a minha saúde mental... 
Se é que a tenho, pois quem me chama louca, não me poderia ver naquele correr de cd... Tiro a senha e volto para a fila... Sem pressas, sem ansiedade, imitando-te... Ou tentando! Se eu soubesse, teria feito antes. Se eu não tivesse tido o Café del Mar, continuaria na ilusão que os filhos da puta é que são bons, e não são.


Estava apenas a ir na onda da chuva que te acompanhou, apesar da t-shirt (os homens implicam com o fim do Verão), e que chuva e que onda. Ondas. Mexer usando apenas a mente. Desarmada repito, tantas vezes como usei a mente, como a alma me saiu do corpo e deixou -me trémula, incrédula. Com a calma, a tua, coisa que não consta no meu dicionário, O Jorge Palma falou mais alto se bem que o som seria mais Café del Mar...



 

Sou uma força da natureza, não tentes destruir - me...