domingo, julho 24, 2011

Tu és maré

Dizes ser como as marés.
As marés vão e voltam.
Cheias, de braços abertos para o conforto de um ombro, um corpo quente na cama, carinho e tudo mais.
Desaparecem, porque outros portos vão ser visitados, fica o vazio, fica o cheiro, o mexido, o tocado e o bem estar. Mas o vazio está cá.
Não o ser especial, o pelo menos fingir que o sou, quando sei que o sou, não está o que houve, outros contextos, contextos correctos, horários cumpridos...
Quando me perguntaste: "Posso ir aí?", a minha impulsividade ia escrever "não" mas acho que todos merecemos sempre mais uma e outra e outra oportunidade. Nunca pensei em oportunidades às pessoas mas sim oportunidades de bons momentos, boas conversas, dar e receber, essa oportunidade eu dei a mim e a ti.
Mas as marés banalizam, as marés fazem com que uma alegria se transforme em frustração, e já havia alguma acumulada, pelo lugar que ocupavas, sim tu, que afinal ainda me lês, aquele lugar que era na caldeira de um vulcão. Isso desapareceu.
Tomei agora a decisão correcta de infirmar o meu "nunca mais" do dia 16, data em que tanta falta fizeste.
Fez-me falta inteligência emocional.
Vou dormir outra vez, ia fazer crepes, mudei de ideias.
As marés não servem. Sou um areal diferente. Se TU, que sabes que és tu, não tiras mais partido da diferença deste areal, quem perde és tu.
Eu não, porque não tive, andava ao sabor da tua maré e soube estar acordada a mirar-te enquanto dormias e soube aproveitar tudo da maré... Eu sabia que aquele sms um dia ia surgir numa maré vazia.  
Aqui para ti, sempre, sem ondas.

4 comentários:

  1. Um dia ainda chego a esse ponto de ruptura...

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  2. há mais marés que marinheiros!!!


    beijo


    bom Domingo!!

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  3. As marés vão e vêm os homens também.Mereces tudo... quem dá menos que isso,não te merece...

    Beijo*

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  4. Adorei este texto! Triste, mas decidido! Beijo*

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.