quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Murmurando entre as tuas esquinas

Cada uma das tuas esquinas, eu conheço. Conheço os atalhos para o teu sorriso, a auto-estrada para o teu prazer, conheço o teu olhar daquela praia...
Um golpe, dois golpes, sejam, venham eles e eu estarei mesmo à tua frente como se o amor que te tenho fosse um escuso e nada te toque senão eu, o meu bem querer, o meu bem tratar... Andar em ti, é estado de alma, é fusão de paz com prazer, é escape, não é fuga. É o Sol a nascer e eu a esperar-te, é o Sol a pôr-se e tu a esperares-me, porque em cada uma das tuas esquinas laterais, há uma avenida com o meu nome. Murmuro-te que te amo, sorris e não retribuis, não quero, não preciso, tu existes e isso chega-me. Quando os teus braços me envolvem, então estou a trepar, nuvem por nuvem, estrela por estrela até ao cume... ou já lá estarei?
Não me ensines nada, eu nada te ensino, é a comunhão de almas e estamos ensinados. Nada te fez perder aquela paisagem, enquanto eu, de costas para a mesma, olhava para ti. E cada contorno do teu corpo, era uma esquina que eu conhecia, cada sorriso teu, abria-me o caminho para desenhar em mim, o que quisesse. Escolho desenhar o Monte Olimpo, porque este mundo não para amores como o meu.
Dá-me sempre um abraço no fim.

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.