sábado, fevereiro 05, 2011

Amo-te e morro

A máquina deveria ter uma solução para o labirinto... Para desaparecerem as saudades. saudades de uma farda, das noites de Verão e da Humidade da Ericeira com a qual lidávamos todos os dias...
Esses teus olhos claros, esse teu um metro e noventa, deixava-me com um sorriso de fazer brilhar os olhos e os arregalar. Cada passo teu, era uma emoção minha, cada pormenor teu, cada uma das tuas luxações era uma preocupação.Ã praia, aquela pequenina, cheia de surfistas e as barras em madeira onde me punhas o braço por cima e dizias: " Um dia fazemos aquilo juntos...", era aquela, era nossa, era onde eu te esperava às 6:30 da manhã, onde me ias dar um beijo de fugida para não sermos vistos no trabalho...
Saías do carro a coxear e eu aflita de deixava, não dormia, ligava de hora a hora ou quando o sono permitia... Emagreci 12 kg e na noite em que me disseste "Amo-te" a chorar, disseste-me ter cancro e dois, apenas dois anos de vida... A máquina parou. O sono evadiu-se, a casa não se arrumava, a luta contra o mundo, a luta contra as tuas palavras... O Verão de 2010 foi para as artes marciais, para a Ericeira trabalhar e para ti e a tua filha... DOR!
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

7 comentários:

  1. Tanta dor, tanta saudade, tanta palavra por dizer...o que é que eu posso mais escrever perante tanta emoção.
    Só meu abraço muito apertado e sincero.

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  2. coisasdagaja: foi muito triste e acabou...

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  3. Fê: obrigada, sente carinho nas tuas palavras...

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  4. Para diminuir a dor que se instala, ficam as coisas boas.
    Que sinceras ou não, nos fazem felizes em determinados momentos. bjo

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  5. Um abraço forte meu ;D

    Bjs docinhos***

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.