sábado, março 12, 2011

MEC

"Só se é realmente leal quando se está sujeito a alguém ou a algo. Aí, onde mesmo um sonho pode ser senhor. Na sujeição de quem serve uma causa, na sujeição de quem se submete a um chefe, na sujeição à pessoa amada, na sujeição do sentimento e na sujeição do dever, no sacrifício da liberdade, da razão e do interesse. No desperdício e no desprezo do que está à vista e do que está à mão, é nesta desagradável situação que se acha ou não acha a lealdade. É por ser selvagem e servil, mas só a um senhor, que a lealdade tem valor. É muito difícil ser-se leal, mas só porque é muito difícil seguirmos o coração. A lealdade é um amor que esquece o mundo.

Ao escolher um amigo, e ao ser-se amigo dele, rejeitam-se as outras pessoas. Quando estamos apaixonados, é através dessa pessoa que amamos a humanidade. O amor ocupa-nos muito. E para os outros, não fica quase nada...
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!(e não comprem guerras comigo)

4 comentários:

  1. Nunca consigo discordar deste senhor.

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  2. Eu sou uma fã assumida dele e das crónicas. De quando em vez andam textos dele nos meus lados.
    Só não consigo fazer o download delas,nem arranjar uma espécie de listagem.
    Não é um livro que eu compre, mas leio o que posso dele.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.