terça-feira, março 29, 2016

Da Sociologia e Velocidade venenosa

Um curso que eu gostei, e por isso tenho 2 diplomas em Sociologia mas áreas distintas,  não passei noites em claro porque tinha método de estudo e estava fora do Algarve a torrar do dinheiro do meu pai para acabar o curso, não para sair à noite e fumar charros como os colegas com quem dividia casa. Ia aos saldos e antes pedia autorização. Talvez por isso, o meu pai, e avós confiassem em mim desde sempre.
 Filha única, neta única, sem primos ou irmão, era o peso da família a ter esperança que eu chegasse à faculdade. E assim o fiz.
Espatifei um carro, é verdade mas eles sabiam que o meu fraco são carros e a velocidade, não morri, graças a airbags e cintos de segurança que me prenderam ao carro: a árvore podia ter sido amiga e ter saído dali no momento que eu ia a passar.

Foi este carro que espatifei, reconstrui e ainda durou 6 anos nas minhas mãos


32 comentários:

  1. Pink Poison... duas coisas importantes foram colocadas aqui:
    Uma, a confiança dos teus pais.... importante isso!!!
    Foste sempre merecedora da confiança dos pais...
    A outra, é que aprendeste com teu erro...tua vida é importante para teus pais, para os amigos, aqueles que te gostam verdadeiramente.... e um fato importante.... sempre queremos que o outro nos ajude....como a árvore que poderia ter pulado de lado na hora!!!
    Mas será que não foi justamente a árvore que te salvou de uma batida maior????
    Beijos de cá!!!!
    O post nos oferece uma ótima reflexão!!!

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    1. PDR, verdade, durante o curso andei com o cartão multibanco do meu pai e nunca gastei mais do estava na minha consciência, as despesas com o curso, as viagens ao Algarve ao fim de semana, combustível e comida eram muitas, não tinha "lata" para exigir muito mais embora tenha tido a sorte de serem generosos comigo. A árvore impediu que entrasse por uma casa adentro, curiosamente a casa de um colega de escola do meu pai que lhe ligou e disse: " Eh pá, há quanto tempo, olha tenho aqui a tua filha toda esborrachada numa árvore!" "O mundo é pequeno, bom vou chamar a ambulância e os bombeiros que a bateria dela está a verter líquido e isto ainda rebenta tudo" , a típica descontracção algarvia ah ah ah , e eu em choque...

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  2. Pink,
    Para mim a sociologia é dos cursos mais importantes que existem nas faculdades, lamento que não esteja a ser devidamente reconhecido!

    E sim, carros de alta cilindrada também são a minha paixão, mas ainda não destrui nenhum, por enquanto...
    Um beijinho!


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    1. Também acho que a Sociologia, nada equiparada mas muito comparada a Freud e Psicologia é importante, como tudo, senão Piaget náo tinha criado o "Círculo dos saberes", no entanto, quando eu digo que curso tirei as pessoas ainda me olham de forma estranha com vergonha de perguntar para que serve...

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  3. Tudo acontece por uma razão! E ainda bem que não aconteceu o pior!

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    1. No dia do acidente a minha avó disse que o carro foi o meu melhor amigo, pois salvou-me de ser cuspida e de ter a cara inteira, mal sabia ela que os airbags iam custar 3000 € a reparar...

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    2. O dinheiro vai e vem... a tua vida é bem mais preciosa do que os airbags!!!

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    3. Se eu morrer a conduzir, acredita, morro feliz!

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    4. Não duvido, mas ainda és nova! :)

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    5. Pode até ficar feliz.... eu vou ficar triste... ó pá!!!!!

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  4. Bom dia

    Confesso que também tenho o pé pesado. Gosto de sentir a adrenalina das altas velocidades. Mas, felizmente, não sinto em mim a adrenalina de atirar o carro para cima da árvore para ver quem é mais resistente, lool.

    Sem dúvida que a velocidade é um perigo...mas se não houvessem outros carros na estrada nem árvores na suas bermas, que mal havia em conduzir a 200 hora? ( estou a brincar...)

    Deixo cumprimentos amigos

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    1. Posso dizer-te que a melhor viagem que fiz algarve-lx, foi num dia de nevoeiro colada ao rabo de um Volvo: 1h e 20 minutos, no carro da foto...
      Beijo

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    2. E agora... tomaste juízo ó menina!!!???????

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    3. Quando estou sozinha e me apanho no carro do meu pai... hummmm

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    4. Acredito que a Pink agora só conduza a uma velocidade máxima de 80 km hora. Sempre fica o susto, né?

      Ou será que estou a fazer confusão na velocidade e essa só acontece dentro da cidade???

      Deixo cumprimentos

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    5. Nuno sou uma acelera sem remédio, gostava que me visse num Ibiza com centralina alterada na pasmaceira onde vivo...

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    6. Quando for ao Algarve e vir um Ibiza em curvas e contracurvas, conduzido por uma linda mulher, lá vai sair o meu grito: Pink Poison, CUIDADO rapariga, olha a árvore, loool

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    7. Nuno, eu moro nos arredores de Lisboa ihihih

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    1. Na altura, ter 20 anos e uma máquina destas, e ainda adorar carros, era um sonho! meu rico carro... Paz à sua alma, foi para a Roménia com 800 mil km

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  6. Tb já bati contra um muro, sem ter culpa nenhuma, o gajo fugiu e fiquei eu com o prejuizo todo... pelo menos consegui ter reflexos para sair pelo lado do pendura, pois nem pelo meu conseguia sair... e tava bem felizmente.

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    1. Aqui quem fugiu foi o carro, numa curva contra curva e velocidade a mais. No teu caso ainda bem que tiveste esse reflexo, eu fiquei em choque, não conseguia falar.

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  7. Também gosto de andar depressa e a maior vergonha que passei, foi ter sido multado por excesso de velocidade a 76Km/hora, num local onde me fartava de passar a 120, mas nunca me estampei. Aliás, a única batida que dei, ia tão devagar que nem dispararam os airbags.
    Os susto maiores que apanhei, foi por ter adormecido. Duas vezes fui parar à berma do lado contrário e a última raspei com o carro no rail da autoestrada.
    Mas um acidente, por ligeiro que seja, deixa sempre alguns traumas. Eu fico com pesadelos. eheheh

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    1. Adormecer é um perigo. Nunca senti sono atrás de um volante. Aliás no dia a seguir ao acidente, peguei no meu antigo carro e fui ao bate chapas ver o carro. Sem traumas. Carros são uma paixão.

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  8. A culpa é tua, a árvore apenas queria o calor do teu afecto. :-)

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    1. E teve muito afecto, calor: início de Setembro...

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  9. Era muito pé na tábua na altura pior para o ser: nos primeiros anos depois de tirar a carta. Além da inexperiência, andava com um carro velhinho. Felizmente o maior acidente que tive foi culpa da chuva e do carro e não minha, e apesar de me ter encaixado numa parage de autocarro não estava lá ninguém...

    Com o tempo fui-me tornando mais cuidadosa, e quando tirei a carta de mota mais ainda. Comecei a praticar uma condução defensiva, o que ter um jipe que andava devagar ajudou bastante. Hoje, que tenho um carro que poderia voar, ando devagar... :)

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    1. Vespinha, eu já tive o prazer de me esticar à grande numa carrinha igual à tua... E foi um prazer!!

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    2. Na minha acho que nunca terei passado dos 160, e no dia a dia vou quando muito aos 120. :)

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.