
Esta coisa, sou eu em pequena
O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!







Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.
Sou mais pequeno que um insecto.
Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centimetros queimados,
pálidas perspectivas.
Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo humedecido!
Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.
Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!
Por Pablo Neruda


Amizade
Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida
mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu
coração.
Para lidar consigo mesmo, use a cabeça,
para lidar como os outros, use o coração,
raiva é a única palavra de perigo.
Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele;
Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua.
Quem perde dinheiro, perde muito,
Quem perde um amigo, perde mais.
Quem perde a fé, perde tudo.
Jovens bonitos são acidentes da natureza:
Velhos bonitos são obras de arte.
Aprenda também com o erro dos outros,
você não vive tempo suficiente para cometer
todos os erros.
Amigos você e eu...
Você trouxe outro amigo...
Agora somos três...
Nós começamos um grupo...
Nosso círculo de amigos...
E como um círculo,
não tem começo nem fim...
Ontem é história:
Amanhã é mistério,
Hoje uma dádiva,
É por isso que é chamado presente...
O som de uma cidade e o começo de uma batida. De um coração, de uma mente doce. Doce é a definição que consigo arranjar para os olhos escuros, latinos, e a dizerem" eu choro, eu sofro e adoro sem problemas". És grande mas és só um, um livro enorme numa prateleira de um sítio que não te pertence. Perdes as melhores partes. Eu fiz a mim própria o favor de não perder o doce. Como um corpo sem alma, andaste uma semana e eu na mesma, nunca caindo(eu) na real de que efectivamente ali estava comprovado que sim, poderia funcionar.Queria mimar, só, dizer que tudo vai ficar bem e passar a mão na cara com a expressão... diria... doce, suave, cansada, cheia de amor para dar aos felizes contemplados. Que nunca te falte a força para enfrentares as dificuldades da vida, que nunca mais ninguém te faça o que te fiz, dar-te-hei o que puder: a minha sabedoria, a minha amizade e o meu silêncio, que nunca ponhas de lado esse teu lado honesto: até a chorar és bonito por dento e por fora, melhor que eu. Não sou assim: mas contigo devo-o. Devo-o ao que nos liga: não sei bem o quê, um pouco de tudo e um pouco de nada, um pouco de encanto pela sinceridade, pelo facto de a fria distância de um trabalho/Dubai nos tenha ligado, desligado, feito curto-circuito, e no meio de lágrimas, gritos e heis que a noite vai alta. No meio do frio gélido, ouve-se uma bola de basquete, Spalding como obriga o "Sindicato dos Doces", viajas entre ruas e sentes tudo e mais alguma coisa num dia só, se te provocarem. Voas com o que te dão, és assim: olho para ti e vejo coisas boas.
Olho-te.
Peço perdão.
Podes voar, com as asas dela, com apoio dela, com a luz que ela é na tua vida, e a luz que és na vida de outros. Eu, não passo de uma luz de presença, no entanto, aqui me tens, de braços abertos sem nunca os fechar para um doce como tu. Dubai, mil vezes, Dubai

Não sei porque te vou deixar sozinho. O tempo mata a dor. Treta! Nenhum coração magoado esquece a ferida, ninguém esquece o mal que lhe fazem e seria tão melhor ser fácil lembrar o bem... Mas o ser humano só se lembra das coisas más...
Quero ser diferente, quero ser desprendida mas como posso eu fingir que não ouvi o que ouvi e que não queriam dizer realmente aquilo.
Afinal aquilo foi um Adeus ou um Até já? Ou foi um pedido de paciência? O silêncio mata, é cortante, qualquer dia, amo o silêncio e não te consigo olhar, tremo de pensar no reencontro, olhos nos olhos, os meus olhos, que veem corações com pernas, estarem frente a frente com os teus... Como no último dia, na última noite, naquela em que cada um falava a sua linguagem e ficaste a fitar-me com o luar na cara...
És grande, és poderoso, és amado, és ajudado só tens que deixar, deixar que o muro que construiste se destrua, doce, deixa.
Não chores, não sofras, não rias sem vontade, as noites longas trazem-te dias chatos... Monotomia não tens comigo... Lembranças... do teu sorriso, da torradeira que ardeu, do cachecol vermelho até ao nariz, mãos sem calos... Soltas-te na cama, incrível, deixas a mente fechada lá fora, aqui dentro está alguém "fora", hipnotizada pela realidade que és tu.
Pergunta-me: como consigo eu viver sem ser dependente de ti, de saber sempre onde andas? Porque sei que existes, chega-me. tenho os meus cinco sentidos, lembras-me uma utopia, o que é uma mera utopia contra a minha força de te bem querer, tudo o que sei é que as poucas defesas que tenho, também te defendem de um dia te raptar e levar para uma tenda onde há uma torradeira que funciona, onde brincam duas meninas filhas de um pai lindo.
Se queres queimar-te, deixa-me aquecer o ferro e entrar no teu espaço, aquele que dizer aí guardado para pessoas novas, deixa-me brilhar como um relâmpago como outros dizem que o faço, deixa-me cegar-te com o brilho dos meus olhos frente a ti. Se não fores tu, amarei e sentirás a dúvida a moer do "como teria sido. Estranho sentimento, estranha sensação, como diria o outro... Não restam dúvidas que o subir destas escadas, é difícil e no topo, está uma porta para um sítio de cegos, de alquimistas, de gente de bem... Quero olhar-te nos olhos, quero, exigir-me, exijo a todos os deuses da Antiga Grécia, nem que tenha que ir à Ilha dos Infernos como Ulisses que enfrentou o encantamento da sereia.
Oh, deuses, que tanto estudo e aprecio, ponham-me em frente aos seus olhos, deixem-me ser o seu novo berço, deixem-me mostrar-me e ser incondicional. Não espero toda a vida. não me percas... Um amor, um amor vivido, pode acabar e dar lugar a outro... Não se busca, encontra-se, tu viste-me, perguntaste-me banalidades, eu perguntei mil vezes o teu nome nunca o decorei, quando o pronuncio os meus olhos encadeiam...
O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!




