terça-feira, junho 14, 2011

Ele não era nada

Ele era um nada no meio do seu tudo.
Ele espalhava um cheiro a perfume caro, ostentava sem intenção
Ostentava educação
Não era nada naquilo tudo. Não era educado, era deste mundo mesmo sempre dando a ideia do mundo dele (quem quer um mundo próprio começa pelo básico: não comprar aparador de televisão no Ikea)
Ele fingia, sem intenção, ser uma pessoa mas esqueceu-se que um bom curso e um bom isto e um bom aquilo, não nos guiam a um bom coração.
Ele pensava que tinha ritmo cardíaco quando tem um repoulho no sítio do coração.
Ele tinha as suas teorias de que nada lhe valiam perante uma lágrima, perante alguém em apuros, perante algo que se pusesse entre ele e o aparador do Ikea.
Ele não vai ler este post.
Porque ele não lê, está ocupado a criar uma personagem que todos amam e idolatram, ou todas. Ele não me lê mas janta onde eu recomendo, ele nunca será um ele. Pelo menos para mim.
Mas eu leio-o. Gosto.

EU, NÃO PAREÇO, EU SOU.

7 comentários:

  1. É preciso haver mais gente entre nós próprios e o aparador do Ikea, essa zona de confrontação. É como dizes, saber lidar com isso não é coisa que venha em livros, somos os nossos próprios professores aprendendo por tentativa-erro. E quem não tenta..

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  2. Gastar energia com quem nunca vai ser?No,thanks :)
    Está um dia lindo, veste umas calcinhas, calça umas sandálias altas e vai sorrir ao mundo!
    Se ele não vai ler, aproveita que conheces bons restaurantes e segue as tuas próprias dicas!

    *****

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  3. Eu tentei apenas conhecer pessoas, essa pessoa nunca será uma pessoa a sério, será sempre meia pessoa.
    Beijo

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  4. DI (fofa, tu por aqui?), as últimas energias foram gastas ontem...
    É que ele, não se chama Zé (ver posts mais abaixo)
    Beijoca

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  5. E fez birrinha, percebeu que ainda seguia o meu blog dos textos e deixou de lá estar... amuou...

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  6. Pelos vistos, ele não era nada, mas tu podes ser tudo...

    ... tudo o que quiseres! :D

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  7. Não consigo comentar no meu blog mas não é de Faro e é bem mais novo ;)

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.