quarta-feira, março 21, 2018



Não me deixes na ilha volante que é este novo desvairo. Usa essas tuas mãos largas, de traços fortes para em mim deixares a tua marca, o infinito do teu desejo, infinito também. Não me digas a verdade, vai e volta, mas deixa-me parecer serena, preenchida e … bem comida… Não sejas mau a enganar e mantém em mim uma ilusão que um dia irá terminar, bem sei …
Ilude-me.
Faz-me sentir o que jamais imaginaria sentir, lidarei com o desapontamento mais tarde. Faz-me ignorar a tua vida, os princípios pelos quais te reges e mostra-me aquilo que sabes quero. A Ilusão.
Porque, ninguém nos faz sentir tão bem, ainda que enganadas, como um homem como tu, que respira tranquilidade, que abraça em paz, que pausadamente fala e que nos faz crer.


O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

4 comentários:

  1. A ilusão pode ser dos sítios mais bonitos para se estar. Mas também dos mais perigosos. Palavra de Patife. ;)

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    1. Não me importo de viver em ilusão, ainda que depois tenha a desilusão. Depois da desilusão, ou durante a mesma, percebemos o que são sentimentos únicos, ainda que sejam falsos para uma das partes, prefiro experimentar sensações que gostaria de ter e que me pareciam utopia do que não ser iludida. Bjs

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  2. Já mo tinhas dito... cof... cof... cof... ai, este pólen que anda a pairar...

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.

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