Existe a ansiedade da entrada, a ansiedade da saída. Isto impede as
pessoas de aproveitarem o que está entre um momento e o outro. Hoje
passei por uma experiência sobrenatural, os mais cépticos que me
desculpem mas eu também só acredito vendo e vi, senti, falei, chorei,
vivi...
Como se vive o som de um acorde numa guitarra que é melodia para nós,
como o som de uma mota sem ponteira é música para nós, como se arrepia
alguém só de pensar.
Pelas entradas e saídas deste mundo, e do outro, todos passamos, todos
andamos aqui e acolá e a verdade é que, para mim, somos todos todos
farinha do mesmo saco. Estamos todos na mesma esquina à espera do mesmo:
da eterna felicidade. Poucos a constroem, acham que estão bem como
estão. Lamento que os que querem muito e nada conseguem. Lamento muito
os que pensam que são mesmo diferentes só porque querem, só porque é
"bem" ir contra as regras. Ser diferente, é saber como se afirmar, como
dar a mão à palmatória e é ser. SER. De ser, de sentir, se gritar e
pular, de gemer e suar, de rodar o volante e fazer peão, de fechar olhos
e chorar, de correr e suar, de murros dados à nossa maneira, da maneira
que nos treinam, é escolher o que nos faz sentir bem, é gritar e ser
ouvido, é espernear e acertar em alguém, com um olhar, com uma frase.
Gostar sem estranhar.
Entregar sem cobrar
ter o que era para ser cobrado sem pedir
Ser, estar e existir.
Ser alguém.
Estar algures.
Existir de uma existência que marque a ferro e fogo alguém, uma alma que seja.
É agora que as regras ganham?
É agora que moldamos a forma de pensar à sociedade?
De pensar nunca,
De falar, por mim, jamais.
Se sou diferente? Sim sou.
Se é bom ou mau?
É como é.
Banal, nunca!
Não sou superior, supero-me.
... Que marque a ferro e fogo...
ResponderEliminarGostei.