domingo, julho 04, 2010

Eudaimon...


...é o adjetivo para “feliz”.



A análise do significado dessas palavras associadas à felicidade nos revelam muito sobre o que os antigos gregos pensavam sobre o ser feliz. Na etimologia, eudaimonia significa “(eu) bem disposto; (daimon) que tem um poder divino”. pode-se ver que no pensamento grego antigo a felicidade é um dom. Usufruir dos daimones – poderes divinos – é condição essencial para que alguém seja feliz. À felicidade humana, portanto, é conferida uma força espiritual além do controle dos homens, uma dádiva que depende unicamente dos humores dos deuses. No pensamento grego, um homem feliz (eudaimon) era aquele favorecido por um bom daimon, o mesmo que ter sorte. Logo, a eudemonia requeria a boa sorte. o significado original da palavra eudaimonia carrega consigo uma contradição: ao mesmo tempo em que a felicidade é um dom, sua manutenção depende da vida que o feliz vive! Essa aparente ambigüidade da felicidade, prenunciada pela língua grega, é confirmada pelas pesquisas mais recentes sobre o tema. Para Aristóteles, a eudaimonia significa atingir o potencial pleno de realização de cada um. Segundo Aristóteles, a felicidade é a meta da vida humana, tudo o que fazemos tem como motivo principal a busca da eudaimonia. Para ele, as atitudes amigáveis e a boa vontade que ofertamos a uma pessoa, não tem por objetivo agradar a essa pessoa mas, sim, promover a nossa própria eudaimonia.Portanto, mais do que um sentimento, a felicidade aristotélica está relacionada com o que uma pessoa faz de si e de sua vida, sendo uma expressão da virtude, a conseqüencia natural de se fazer o que vale a pena ser feito.






Mais em: http://angelitascardua.wordpress.com/2008/10/30/eudaimonia/
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

4 comentários:

  1. A felicidade é a palavra para qual sempre procuramos uma resposta.Para mim são momentos,que se somados e forem muitos, podem contabilizar felicidade.
    A eterna procura...
    Um beijinho e boa semana, com momentos felizes ;-)

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  2. penso que a eterna procura de nada adianta, estes pequenos momentos quando se ri ou chora, constroem a felicidade.
    Beijo

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  3. Se não complicarmos muito a nossa vida, cá estamos para o que der e vier.

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  4. A Felicidade suprema constante, algo como o "Bliss" de pseudo-definições religiosas, não me parece passível de atingir... Ao fim ao cabo, a nossa mente interpreta as coisas em termos de comparações, de analogias, e um estado constante de felicidade Ad Eternum não tem comparação, não é? A Felicidade a que devemos almejar é aquela do dia a dia, dos sorrisos espontâneos, das lembranças especiais, de tudo o que fazemos... Quer chamemos ao resultado "bom" ou "mau", a intenção boa contribui e muito para nos sentirmos bem connosco. E a quem devemos justificação senão a nós?

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.