Agora dás-te ao trabalho... o enorme esforço de não me deixar fechar a porta e pedir para não te odiar... Como? Eu amo como odeio e vice versa. Esqueceste de quem sou, o que sou e como alimento a minha forma de ser.
Querias o meu sangue? Viesses sugá-lo da minha pele para saboreares a minha vida. Querias ser o meu ar, beija-me a boca e tapa-me o nariz, respira para mim...
Querias estar lá, no negro das escadas da tua biblioteca, perto da tua aranha de estimação e querias estar perto de quem também precisava.
Neste meu abrigo de sangue para te dar, mexo e remexo em pormenores, nem toda a gente me percebe mas assim, sinto-me mais viva, enquanto tu morres, enquanto aquilo te desfaz, eu estou aqui. Não é medo. è uma questão. Pertinente.Não fujas.
Fica quieto.
Não sigas regras, segue-me.
Segue a brisa que passa pela tua face neste momento.
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!







