terça-feira, junho 14, 2016

Movimentos



Um braço no ar. Alguém que sofre e naquele momento nada existe, um violino que chora a sua melodia, deixando os monstros cá fora... Nada como um arrepio por todo o corpo, um descontrolo saudável. Fazer barulho, gritar, chorar, o violino, um volante, um ritmo alucinante, uma alegria que, de pouca duração, é boa, esgota-nos. Como o sexo nos esgota, como existem as putas de coração e as putas de atitude e as putas de necessidade. Aqui não existem prisões, existe a melodia de uma noite sermos livres e darmos murros nos problemas. Adrenalina, faz não ser uma puta de nada, faz-me amar, faz-me saltar,  mostrar o que sou pois não o tenho feito da melhor forma. Depois, tocas-me de manhã com o quarto a cheirar a canela, com cães que ladram e tento viver o dia pensando que estou a respirar o que é um bom começo...
 


Sou o que quiseres... quando eu quiser.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.