quarta-feira, junho 23, 2010

A Génios vazios

"... embora todos nasçamos com uma caixa de fósforos no nosso interior, não os podemos acender sozinhos, precisamos, como na experiência, de oxigénio e da ajuda de uma vela. Só que neste caso o oxigénio tem de vir, por exemplo, do hálito da pessoa amada; a vela pode ser qualquer tipo de alimento, música, carícia, palavra de som que faça disparar o detonador e assim acender um dos fósforos. Por momentos sentir-nos-emos deslumbrados por uma intensa emoção. Dar-se-á no nosso interior agradável calor que irá desaparecendo pouco a pouco conforme passa o tempo, até vir nova explosão que o reavive. Cada pessoa tem de descobrir quais são os seus detonadores para poder viver, pois a combustão que se dá quando um deles se acende é que alimenta a alma de energia. (...) Se uma pessoa não descobre a tempo quais são os seus próprios detonadores, a caixa de fósforos fica húmida e já nunca poderemos acender um único fósforo."




in, Como água para o chocolate

Laura EsquívelNÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

6 comentários:

  1. Li à muito tempo e já não me lembrava deste texto, foi bom relembrá-lo.
    Beijinhos

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  2. Eu gostei muito, faz todo o sentido-
    Beijo

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  3. O livro é excelente e o filme muito bem concebido. Os fósforos arderam, como não podia deixar de ser.

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  4. ahahah eu sou mesmo uma bomba, ainda bem que descobri desde cedo os meus detonadores.... o texto em si, lamento, não gostei...

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  5. Só é chato é que nem todas as caixas têm o mesmo número de fósforos...

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.