Absorve-me mas em várias fracções

sábado, 22 de setembro de 2018



O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha recta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada directamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se. Tanto assim que antes de converter Rimbaud em traficante de armas e marfim em África, o obrigou a ser poeta em Paris.

 Saramago


Eu, sou do mundo. Mas do outro...

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Amor? Não

Chega-te a mim, olha-me nos olhos e pergunta-me o que quiseres, pede-me a entrega.
Entrego-me, sou tua por instantes, porque as sensações assim me suspiram mas não me peças para te dizer que te amo. Se o fizer, estarei a mentir. Só amei duas pessoas em toda a vida e uma delas ainda amo e faz-me feliz, portanto, isto é apenas uma fantasia... ou um delírio teu. Amor?

Não

Eu, sou do mundo. Mas do outro...

Por vezes, há quem fale por nós, do meu escritor favorito

Em Portugal tem uma escola e um auditório com o seu nome, um dia terá uma rua, uma avenida... Por agora é secretário geral das Nações Unidas e neurocientista  premiado nos E.U.A. ... António Damásio, quanto a mim, está coberto de razão:


„A dor e o prazer não são imagens gémeas ou simétricas uma da outra, pelo menos não o são em termos de suas funções no apoio à sobrevivência. De certa forma, e a maior parte das vezes, é a informação associada à dor que nos desvia do perigo iminente, tanto no momento presente como no futuro antecipado, É difícil imaginar que os indivíduos e as sociedades que se regem pela busca do prazer, tanto ou ainda mais que pela fuga à dor, consigam sobreviver. Alguns dos desenvolvimentos sociais contemporâneos em culturas cada vez mais hedonistas conferem plausibilidade a essa ideia, e o trabalho que meus colegas e eu actualmente realizamos sobre a base neuronal das várias emoções reforça ainda mais essa plausibilidade. Há mais variações de emoção negativa que de emoção positiva, e é claro que o cérebro trata de forma diferente essas duas variedades. Talvez Tolstoi tenha tido uma intuição semelhante quando escreveu no início de Ana Karenina : "Todas as famílias felizes são parecidas umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.“ DAMÁSIO., António


Eu, sou do mundo. Mas do outro...
Eu, sou do mundo. Mas do outro...

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O meu homem está-se a borrifar



Eu, sou do mundo. Mas do outro...

Da São Rosas

lembram-se disto? Deste maravilhoso blog onde tenho  só recebo elogios e miminhos e me dão na cabeça quando preciso?

Recebi o meu , só meu e tão meu , cheio de carinho !



Eu, sou do mundo. Mas do outro...

Da Sociologia

(antes de tudo dou a minha opinião, de todas as grandes mudanças no mundo, o Renascimento foi a que mais gostei, surgiram novas ciências que permitiram o afastamento da Igreja e de justificar tudo com "Deus castiga", surgiu a época das luzes, Marquês de Pombal , um bom exemplo, Itália tinha 3 cidades que concorriam entre si com os melhores e mais grandiosos monumentos, novas correntes estéticas, estava , o Homem, finalmente a pensar por e para si, no centro do pensamento. Pensamento este que passou ser crítico, objectivo, experimental)



... estamos na era da 4ª revolução, não industrial, mas sim a era da Inteligência artificial. Ao contrário do que pensamos não é ficção científica é a realidade que vai mudar a face do trabalho e o futuro do emprego nos próximos 10 anos.
Dado que vivemos numa era globalizada este cantinho à beira mar plantado (Portugal) não escapa, somos, sim, o país da zona Euro onde os postos de trabalho apresentam um risco mais elevado de automação com 58.9% e este risco é grande parte dele na área dos serviços que é o grosso do nosso tecido laboral.
Neste momento, uns devem estar a ser esboçado um esgar de desconfiança e a dizer 'esta pessoa acha que está num filme de ficção científica...isso dos robôs ainda vem lá longe, talvez na geração dos netos', outros estarão a abanar a cabeça e a concordar, e outros não terão opinião pois não é algo que se aborde na televisão (ainda..).
Verdade, neste momento ainda não há robôs a limpar-nos a casa, a abrir-nos portas, nos escritórios também não os vemos (ainda)... A realidade é que a IA (inteligência artificial) já cá está (e com máquinas que estão a começar a pensar), a ver:
1) na década de 60, os supercomputadores pesavam toneladas e tinham uma capacidade de 5MB de memória, foram estes que enviaram o Homem á lua.
Quantos gigas têm os vossos telemóveis e quantos terabytes têm os vosso discos externos??
2) a Uber e google testam já carros não tripulados nos Estados Unidos...
3) no início deste ano, um comboio de camiões de mercadorias fez um transporte que atravessou toda a Europa sem intervenção de um condutor...
5) temos serviços bancários online que dispensam idas ao banco (quantas vezes acedem a estes serviços bancários em vez de irem a uma agência??)
Todas as pequenas mudanças que temos na nossa vida são já dados adquiridos, mas todas têm impacto no trabalho de alguém.
Significa isto que nos devemos esconder num canto, partir robôs, desligar telemóveis...?
De todo! Para mim significa que temos que ter mente aberta e perceber que ao longo da História da Humanidade sempre existiram transições (revolução agrícola, 1ª e 2ª revolução industrial, era digital) que de uma forma mais ou menos profunda mudaram a forma como trabalhamos, as profissões necessárias..
Em 2020, as competências mais procuradas serão resolução de pensamento crítico, coordenação com outros, inteligência emocional, pensamento crítico, criatividade, visualização... tudo características próprias da raça humana.
Portanto, o que há a fazer?

Do meu ponto de vista, capacitar-nos, antecipar e tornar a nossa carreira e saúde financeira á prova de bala.

O 'como'.. vem após a vossa reflexão

Fontes: The Future of Employment; Georgios Petropoulos (Bruegel); Sérgio do Monte Lee (Deloitte) in Visão

Eu, sou do mundo. Mas do outro...

Todos erramos mas

COM ESTE EU TENHO MORAL PARA GOZAR, O MEU SPAM ESTÁ CHEIO DE FALSOS MORALISMOS DESTE IDIOTA





Eu, sou do mundo. Mas do outro...

Do fazer amor



Fazer amor, fazemo-lo com os olhos, com um toque, com um silêncio, com um passo suave. Como uma dança em que os pensamentos se entrelaçam e vão na mesma direção como se da Grécia Antiga se tratasse. Meu monte Olimpo, que me esperas, num trono bem guardado, sabes bem que eu caio mas levanto-me mais forte.
Faço amor até comigo, desde que cada uma das retinas se dilate na emoção de te ver, de te cheirar, de te abandonar e voltar...
Busco aquilo que acredito encontrar, ou apenas que acho que existe... E vou sempre, mas sempre superar-me, nunca ser banal e normal (não existe este conceito, foi criado pela sociedade como dizia Sá Carneiro) vou estar sempre atenta ao que busco. quem não busca, não luta. Eu luto.


Eu, sou do mundo. Mas do outro...