Absorve-me mas em várias fracções

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segunda-feira, 15 de março de 2010

o livro e as lágrimas

Estava um homem de camisa azul encostado a uma parede a chorar.
Chorava e gritava, gritava por piedade. Sente-se a ressuscitar, sente a alma a sair do corpo e deseja com toda a força sair daquela dimensão... Era uma dimensão fria, daquele livro que eu nunca li, que eu nunca deixei de olhar, mirar, só sei que o livro está lá, nada seria igual...
A culpa é de quem? de quem rege o Universo? Há regência?
Cada lágrima desidrata.
Incha.
Avermelha.
Dói. Dói na alma. Dói no Sol que insite em acalorar uma alma fria. Uma alma com vontade de desaparecer. Com ou sem, com bússola? a bússola vai, o eterno PE vai, aliás, nunca esteve...
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

 Os meus comentadores foram condenados ao ostracismo, raptados por Talibans, ficaram sem net, o pc avariou... aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii 
KIÉ ISTO?
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Choro

Hoje choro
Não admito que me limpem as lágrimas
Que me lavem a alma os soluços, o ranho, o nariz vermelho
Choro e muito, porque, tal como pessoa, para ser grande, sê inteiro, e até a chorar dou o meu melhor.

Não estou perdida, se o estivesse, não choraria. Apenas me quero perder.

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

INJUSTIÇAS

Não me conformo com as pequenas injustiças. Aceito as grandes, porque são inevitáveis, como as catástrofes, e atestam a impotência dos deuses.

Aquela criança, descalça, apenas precisava de uns sapatos. Se tivesse nascido sem pés, não era tão grande a minha revolta.
António Arnaut, in 'As Noites Afluentes'


Pois eu, não me conformo com o facto de não me deixarem saber sequer o que se pssa, não me deixarem explicar, perderem um bom jantar, uma boa companhai e, quem sabe, uma boa amiga! Tudo em prol seja do que for, nem sei contra o quê estarei a debater-me...

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

domingo, 12 de outubro de 2008

Odeia, Shaskepeare


A condição da mente, da minha mente!!! ODEIA AGORA, TUDO AMOR MEU
Odeia-me, portanto; agora, se é preciso: Agora, em tudo, o mundo insiste em contrariar-me; Não me causes mais tarde um súbito prejuízo, Une-te logo à sorte cruel, vem humilhar-me. Quando minh'alma houver fugido ao meu tormento, Não surjas no último escalão de dor vencida: Não dês manhã de chuva à noite com seu vento, A fim de prolongar derrota decidida. Se me deixares, não me deixes só no fim, Quando se houver cumprido tanta dor menor; Vem no primeiro ataque: eu sofrerei assim, De plano, o que a fortuna oferecer de pior. E outras formas de dor, que ora parecem dor, Junto de tua perda não terão tal cor.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mim gosta, Pablitooooooooooooo


Não Me Sinto Mudar

Não me sinto mudar. Ontem eu era o mesmo.
O tempo passa lento sobre os meus entusiasmos
cada dia mais raros são os meus cepticismos,
nunca fui vítima sequer de um pequeno orgasmo

mental que derrubasse a canção dos meus dias
que rompesse as minhas dúvidas que apagasse o meu nome.
Não mudei. É um pouco mais de melancolia,
um pouco de tédio que me deram os homens.

Não mudei. Não mudo. O meu pai está muito velho.

As roseiras florescem, as mulheres partem
cada dia há mais meninas para cada conselho
para cada cansaço para cada bondade.

Por isso continuo o mesmo. Nas sepulturas antigas
os vermes raivosos desfazem a dor,
todos os homens pedem de mais para amanhã
eu não peço nada nem um pouco de mundo.

Mas num dia amargo, num dia distante
sentirei a raiva de não estender as mãos
de não erguer as asas da renovação.

Será talvez um pouco mais de melancolia
mas na certeza da crise tardia
farei uma primavera para o meu coração.

Pablo Neruda, in 'Cadernos de Temuco'
Ilusão Perdida Florida ilusão que em mim deixaste
a lentidão duma inquietude
vibrando em meu sentir tu juntaste
todos os sonhos da minha juventude.

Depois dum amargor tu afastaste-te,
e a princípio não percebi. Tu partiras
tal como chegaste uma tarde
para alentar meu coração mergulhado

na profundidade dum desencanto.
Depois perfumaste-te com meu pranto,
fiz-te doçura do meu coração,

agora tens aridez de nó,
um novo desencanto, árvore nua
que amanhã se tornará germinação.

Pablo Neruda, in 'Cadernos de Temuco'

domingo, 28 de setembro de 2008

Inverno, Lava-me a Alma, Por pink poison



Inverno, lava-me a alma

De TI, quero eu lembranças poucas. Quando Te aproximas,todos se preparam como se de um aniversário se tratasse. Inverno, tu que tens fama de entristecer as pessoas,causas em mim, outros sentimentos: a nostalgia, o amor, o despertar daquilo que estava adormecido pelo calor... Leva-me com o teu vento, limpa-me com a água que trazes, gela-me os maus pensamentos, congela o meu coração, o meu amor para que durem toda a eternidade. Limpa os restos de raiva que existem nas pessoas, ensina-nos como o frio é bom.Como é bom ter um livro para ler e não o ler, é bom, ter um guarda-chuva e andar à chuva.
Sentir cada gota na cara, de alma lavada fico e limpa de maus presságios. Ó Inverno, porque és Tu tão cruel com alguns, tão calmo com outros e até nem te fazes notar?
Inverno: Lava-me a alma...