quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Pedro Paixão



Estamos sempre a dar uma imagem errada de nós próprios. Não é de propósito, nada há a fazer. Se mesmo com aqueles que amamos são tantos os espelhos, as cortinas, os filtros entre nós que mal nos conseguimos alcançar. Como é que eu estou? Isso gostava eu de saber. Ao fim e ao cabo sabemos menos de nós do que dos outros. Os outros não variam muito no que vão sendo. Mantêm uma altura de corpo, o mesmo desenho de nariz, uma maneira de fazer com a mão um gesto, de beijar para se despedir, um determinado número de tópicos de que falam repetidamente e com a mesma reconhecível voz.






O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

1 comentário:

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.

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