sexta-feira, novembro 16, 2012

E corro

E assim corro, em busca não sei bem do quê, como o alquimista que correu o mundo e tinha dentro de si a alquimia.
A alquimia de ver tudo com os seus olhos, e interessam os dos outros?
De que adianta termos suores frios quando alguém liga, quando alguém respira quando não podemos correr para ela?
Adianta.
Sentimos
Procuramos
Sonhamos
Alimentar-nos
De sonhos?
Sim, seja, Sonho, acordo, passa o dia e sonho de novo, a conduzir, a falar, sozinha ou não... Correr sim vale o esforço, de desejar, de desejar ser desejada, de gostar , de amar e guardar, na caixinha do nosso coração o que aqui vai.
Porque a pessoa é linda , da beleza
mais estonteante que se conhece, porque não importa o mundo, o mundo nada nos dá, as corridas em busca do nosso sei lá o quê, vale, o suor... Como num treino de Krav Magá...

Não sou superior, supero-me.

1 comentário:

  1. eu não corro... já corri à procura, valeu o que durou e foram anos que pareceram sempre pouco, pareceram sempre "um instante"; já fugi, talvez hoje ainda fuja... mas agora acho que estou mais em modo "genuinamente alentejano": espero...
    espero que alguém corra e esbarre comigo, ando demasiado ocupada para ter tempo de ver novelas, quanto mais sofrer por amor!
    Beijoca minha querida!!

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.