sábado, agosto 07, 2010

Hoje, no cume

Hoje vou andar na linha do comboio.
Vou chapinhar num rio quase seco, rir e chorar, pôr as emoções cá fora. Agarro numa estrela e trepo por todas elas até ao cume. O cume da minha fantasia, do meu mundo, da minha crua realidade e do quanto me abstraio dos buracos escuros. Sentada nas estrelas, brilho, grito, purifico-me como se tivesse dado uma corrida. Sê em mim aquilo que não consegues ser lá fora, sê em mim aquilo que em ti não consegues ser. Sê em mim tudo, a toda a hora e todo o momento. Tenho a capacidade, tenho os braços abertos e podes abri-los se quiseres. 
Sê em mim alguém.
Doce.
Duro
Puro
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

Sem comentários:

Enviar um comentário

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.