quinta-feira, outubro 06, 2016

O uso que damos às palavras


A força das palavras. Tudo o que temos são palavras. Com elas espetamos fundo as facas nas feridas, com as palavras usamos escudos e despimos de verdades os outros vestindo-os de mentiras.
Com palavras, somos sempre os que temos razão, os mais divertidos os que não são julgados, os que se fazem valer pelos valores mais abençoados.
A fria distância das palavras ainda nos dá a tarefa de atribuirmos aos outros o que queremos que eles sejam. Sem nada pensarmos, sem pensarmos se sim, se temos argumentos para aquilo, temos base para as nossas palavras. 

As palavras tornam alguns, donos da verdade e outros, perfeitos malucos. 
Existem palavras que mudam, dia sim, dia não, conforme a corrente de ar, sem ter em conta nada mais do que o nosso umbigo. Ninguém está excluído do erro do uso abusivo das palavras tal como ninguém se pode anular ao ponto de dizer que não consegue escrever um bom texto.
Mas, além das palavras, onde estão as ações? Essas sim, provam que as palavras não foram em vão, nem foram para ridicularizar, nem foram porque "apeteceu".

Sou a Pink Poison e sou única, cópias, existem imensas...

3 comentários:

  1. Bom texto"
    Por vezes existem palavras de doem mais que uma bofetada. Por vezes escrevem-se inconscientemente, sem por vezes, pensar.


    Bjocas
    Prazeres e Carinhos Sexuais

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  2. As palavras valem o que valem...

    São imperfeitas por natureza! Se as palavras fossem perfeitas não haveria poetas...

    As acções...

    "Bem prega frei Tomás..."

    :)

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  3. Saí-me bem na escola a todas as disciplinas, excepto a português. As palavras saiam-me bem, a professora dizia não saber ligar o verbo com o sujeito e coisas assim.

    Tinha sempre notas péssimas a português. O problema eram as histórias que eu contava, mesmo com falta de vírgulas e erros de sintase, ou lá como se chamam, a redação e contar das estórias eram coisas para 18 valores.

    Assim, um dia o director da escola viu-se na obrigação de dispensar a professora de português. Entre ela e eu, ele escolheu-me a mim. Era miúda ainda, mas hábil em palavras. Com elas construí versos, estórias prodigiosas e mais tarde contos eróticos.

    Certas pessoas nunca viram com bons olhos, o dizer das palavras eróticas por uma mulher. Recusei-me a empregar um nome de homem para camuflar as palavras eróticas. Crucificaram-me, aqui, na net. Triste, digo eu.
    Beijinho e obrigada pelas palavras

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.