sexta-feira, junho 22, 2018

Duas vezes bastam


Só te vi duas vezes. Apanhaste-me desprevenido. Foram os teus olhos ou o teu sorriso. Da primeira vez não nos falámos. Vi-te só de pé. Olhavas para longe. Da segunda disseste-me que nada fazias, que nada pretendias fazer, que tudo seria inútil. Que gostarias de trazer um pouco de felicidade a alguém e não sabias como nem a quem. Continuámos a beber e depois convidaste-me para dançar por detrás de umas cortinas. O teu corpo era esguio e mexia-se para além da tua vontade, ao som da música que nos emociona sem que saibamos porquê. É tão bom não saber nada. Foi logo disso que gostei em ti, de nada saber de ti. Não pretendias ser quem quer que fosse. Qualquer ambição manchar-te-ia para sempre. Cada pessoa é um mundo que desconhecemos. É tão estranho conhecer. Aprendemos e depois desaprendemos. Cada um uma pequena multidão. Só te vi duas vezes e foi o bastante para agarrares o que me resta da alma e dói mais do que o prazer. De onde vinhas? Do nada. Para onde ias? Para o nada. Somos feitos de nada, mas entre nós e deus não há ninguém.
 Pedro Paixão
– Ladrão de Fogo


 


O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.
O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

quarta-feira, junho 20, 2018

???

O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

Dos diplomas (desabafo)

De vez em quando aparece na minha vida uma onda de juízes sem diploma tão cheios de senso comum que tenho mesmo que me afastar. Cada vez mais, a lista de coisas que me aborrecem, diminui, o senso comum, deverá ser a única que vai comigo para a cova.
Palavras ocas misturadas de uma sabedoria popular mesquinha, baixa e sem argumentos...
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O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.
O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

segunda-feira, junho 18, 2018

As revistas podem e devem Simples Atração

Há mais ou menos 3 meses, deparei-me numa revista de moda, cosmética, psicologia etc... e outros assuntos, com um artigo sobre blogs eróticos.
Não conheci 9 dos que fui lendo (basicamente, contavam como e porquê o autor os tinha criado e onde ia buscar inspiração), até que me deparo com este que sabia algo parado e tinha trocado algumas palavras com o autor.
Mandei-lhe uma mensagem a perguntar se sabia, dado que não sabia, enviei fotos do artigo, nome da revista e edição .
Ele ficou espantado precisamente por ter o blog algo adormecido mas depressa acordou pois afinal, mesmo sem ele saber estava nos olhos de milhares de mulheres neste país.
Quando se é bom , é assim.


O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

Fazer memórias

Dás-me a mão e guias-me num passeio agradável onde temos o frio como companheiro. O mundo descansava e , despreocupados, dávamos cada passo convictos de que estaríamos no local certo. Era uma daqueles momentos que sabia que não se iria repetir. Decidi não desejar que o tempo parasse mas sim, aproveitar para fazer memórias contigo. Levo-as comigo no coração sempre que respiro.  

O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

Bom dia

O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

domingo, junho 17, 2018

Para ti

Que sempre que voltas és, bem ou mal, recebido... mas és, guardei para mim, o que escreveste. 

O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.
O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

Teve na sua vida uma grande aventura. Não espera vir a ter outra. É preciso uma grande inconsciência e uma enorme coragem para viver uma grande aventura. Ela não precisa de uma outra aventura. Seria por demais cansativo, arriscado, perigoso. Sobretudo talvez deseje que não tenha sido simplesmente uma grande aventura mas sim a sua única grande aventura. Numa vida só deve haver lugar para uma aventura, comentou um dia quando estava a almoçar com uma antiga amiga do liceu. A amiga percebeu, julgou perceber ou fingiu perceber. Retomaram de imediato a conversa por outros assuntos mais vantajosos. Em certas circunstâncias corre-se o risco de ficar a pairar. É preciso retomar o movimento das palavras e dos gestos. As palavras quando imobilizadas perdem todo o sentido. Como quando são inúmeras vezes repetidas. Tornam-se ocas. Soube disto claramente quando disse a Aysha que a amava. Amo-te, disse ela naquela primeira de todas as noites. Fez-se um enorme silêncio à volta daquela palavra. Repetia a palavra e voltava a repetir como se não alcançasse o que queria. Amo-te muito. Amo-te toda. Amo-te tanto. Amo-te mais do que me é permitido. No melhor dos casos adormeciam muito agarradas. O medo de se perderem uma da outra durante o sono que tudo apaga. (Pedro Paixão)

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Imagem de Ruben Ireland

 


O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

sábado, junho 16, 2018

Zen - Desmitificar

Desmitificar o conceito de zen , li algures que zen não se trata de apenas calma absoluta e em posição de meditação.

O meu momento zen? Muitos sábados de phones nos ouvidos, a ouvir Paul Kalbrenner, Metallica, Aerosmith... Apagar o candeeiro da secretária e ver em ecrã completo, os vídeos todos da minha música, no Tomorrowland de 2015(16/17, festivais, etc...

A treinar Krav Magá, dar uns murros nos plastrons, suar e purgar. Treinar com o PT, um amigo e confidente.

Quando ontem abracei o meu pai e madrasta.

Sexo e carros grandes e rápidos... mais zen do que isto?

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O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

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O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

sexta-feira, junho 15, 2018

Just do IT



O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

Pedro Paixão


Foto de Sensualité et beauté en noir et blanc.


(...)Um copo de vodka e pupilas dilatadas. Um risco, um cheiro. “I said Goddamn, Goddamn”. Preciso que me encostes à parede. Que me segures pela garganta. Preciso que me faças sentir alguma coisa. Preciso de sentir alguma coisa. Não com a pele ou os lábios, não com o corpo: o que preciso, preciso de o sentir dentro de mim. Não é sexo. Não é dentro do meu corpo: é dentro de mim. No peito. Sentir a minha pulsação. Sentir-me. Fazer-me crer que não estou a mais, peça dispensável. Não julgo que alguém pressinta o desatino que vai em mim. Melhor assim. Aliás, dá-me gozo ver o espanto na cara dos homens que realmente conversam comigo. Espanto ou deceção. Às vezes não sei distinguir.(...) (Pedro Paixão)


O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.