Absorve-me mas em várias fracções

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O amor, autor desconhecido




O Sentimento mais profundo do bem Soado em melodias serenas a outrem Eros, Narciso, Ágaphe ou Psique Não importa a quem ou a mercê
Sentimento esse que faz minh´alma calar
Faz meu triste e cansado coração cantarolar
Deixa-me em torpor excêntrico a enlouquecer
Maltrata-me em saudades e desatinos a me esquecer
É o amor...
O mais puro e profundo dos sentimentos
O mais abençoado e enjaulado dos tormentos
Sim, é o amor
Rosa escarlate que derrama sua tinta rubra em nossas almas
Flecha do Cupido que finca corações a uma adaga
Deleite profundo e incondicional
Ávido alento além do bem e do mal
Olor entorpecido a penetrar n´alma
Calor férvido e Dionisíaco a derreter minh´alma
Face inefável em nímio de Vênus
Lâmina fustigante a penetrar-me mantendo-me guenzo
É o amor...
O mais saudoso e entorpecido dos sentimentos
A doce fantasia em viver uma vida sem lamentos
Sim, é o amor
Estrela única e rutilante dos altos d´aurora
Estrela redundante e não bruxuleante que brilha noite afora
Estrela cadente certeira de corações
Estrela-planeta das divindades e suas paixões
Sentimento completo que perdura a eternidade
Complemento ímpar e discreto que fustiga com voracidade
Sentimento benéfico e pegajoso
Eflúvio puro e oleoso
É o amor...
A desabrochar feito uma saudosa flor
A deixar essa vida balda repleta em cor
Sim, é o amor
Clamado pelos trovadores
Eterna dor dos pensadores
Desatino dos divagadores
Dos poetas em martírio de amores
Dolorido sentimento em saudades
A enforcar nossos medos e vaidades
Êxtase supremo em abundância
Tremores corpóreos, não repugnância
É o amor...
A enxovia que acalenta nossos instintos mais sombrios
A chuva ácida que derrete e preenche o vazio
Sim, é o amor
O cálido arrepio a eriçar a pele pálida
A deidade faminta a devorar a mente esquálida
Ah! Essa doce dor da cor do amor
Rútila e alva a brilhar sem pavor
Bebida ardente, licenciosa e inebriante
Que embriaga e ata-me às energias bacantes
Fervilha labareda, cálida e astuta
Que dança fogosa e queima fagulhas
É o amor...
O arco-íris que cintila em nossos internos céus
O sentimento abstrato sem máscaras, sem véus
Sim, esse é o amor.
O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.Nietzsche
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