quarta-feira, janeiro 11, 2017

Um dia de de sol algarvio triste

Nunca contei este dia a ninguém, nem o que senti porque nunca o soube bem explicar.
Era Agosto, eu ia para Lagos estudar com umas colegas para um exame que tínhamos em Setembro. Todas estavam a passar uns dias na casa dessa colega que vivia sozinha mas eu nunca gostei de dormir fora e ia para casa.
Cheguei e uma tinha dado um jeito às costas, tive que a levar a um "endireita" , o trânsito infernal, o calor e andar numa cidade que não conheço... A coisa compôs-se.
Começámos a estudar e eu seria a que já tinha a matéria sabida e explicaria melhor às outras, de repente só queria sair dali.
Fui para casa dos meus avós, estava a minha avó a lavar roupa perto da cisterna, sem dizer uma única palavra, mergulhei a cabeça num alguidar de água limpa e gelada tirada bem do fundo da cisterna e fiquei ali durante uns segundos, senti a minha avó a mexer-me no braço..
Quando mudei de roupa, dormi toda a tarde...

O momento mais marcante desse dia foi estar com a cabeça dentro de água fresca uns segundos, não sei se estava cansada de estudar, conduzir, de colegas barulhentas, a verdade é que só a presença da minha avó me acalmou e dormi. A partir daí, quando estou triste adormeço, chamo-lhe "o sono da tristeza".




Sou uma força da natureza, não tentes destruir - me...

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Naquele dia foi muito estranho, o calor não ajudou mas conheço pessoas que pensam imenso e não dormem quando estão tristes, sei lá reagem doutra forma...

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  2. Eu também costumo dormir, e costuma resultar, fico bem melhor!
    Beijinhos,
    http://chicana.blogs.sapo.pt/

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.