Absorve-me mas em várias fracções

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Que se lixe, apeteceu



É duro. Foi uma maravilha, está a ser uma bola de neve, vai ser um nevão, vem o sol e depois outras tempestades virão. Estou quase nos 34. Há 10 anos, fim de curso, carro grande, potente que foi contra uma árvore, primeiros textos, Há 20 anos, primeiro drama a sério. Início da "noite" algarvia, Não me sinto velha, sinto-me sim , com os efeitos da idade, embora adore o meu lado infantil. Não me importo de não passar dos 40, tenho vivido, mais ou menos, como quero onde e com quero. Sou mimada e deixo bem isso vir ao de cima. Recentemente aprendi a ouvir não. Estou a lidar com a situação mas a questão é que aprendi, (tu, que sabes que és tu, acredita que me ensinaste), conheci alguém feliz! Feliz e com uma justificação sólida para quem já viveu fases e que cada uma delas nos faz enriquecer e seguir em frente. Ok, foram duas pessoas a dizer seguir em frente mas uma delas, não quer viver as circunstâncias. Tenho conhecido gente fabulosa, tenho visto gente mesquinha e aprendido a rir-me delas, é tão bom ser eu, ser a Pink, ser a Poison.Falta-me ver Tiesto, falta-me conduzir um A8, ter um filho... Vou continuar a bater com os cornos em paredes que não, não as vou contornar, vou partir as mesmas. No fundo, tenho algo a agradecer, tenho coisas minhas que não se sabe que são inconfessáveis e por isso decidi criar um blog, com essas coisas. Será o lado lado negro da Pink? Não sei, sei que adoro-me, amo-me, amo este blog, gosto muito de poucas pessoas. Mas as de quem gosto, porra, gosto a sério.
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

E se eu...

Fosse diferente? seria um pão sem sal? Ou seria banal e ser banal é ser parte das massas. Li uma frase que mexeu comigo, não a vou transcrever mas sim, ensina-me. Afinal, aprender, não é o melhor verbo da vida? Da minha vida, é. Desde sempre quis saber tudo, nem quero pensar no que avós e pais sofreram com a minha idade dos porquês... Eu não quero ser diferente, quero ser assim, cheia de fraquezas dramas e lágrimas. outros dias cheia de força. Não posso ser somente eu? e ser aceite? Aceite, sim! Aceite porra! Aceite como aceitamos um dilúvio, como aceitamos horas à espera de um reboque (e no meu, caso, com um carrito que teimava em não mexer as rodinhas nos locais mais impróprios, já me aconteceu muitas vezes), como aceitamos a opinião dos outros. Caraças, será isso que me falta? Para isso tinha que abdicar de que a minha liberdade não acaba onde a dos outros começa... Não quero estragar a liberdade dos outros mas quero a minha personalidade à vista, quero ser apenas eu, eu sou assim. Sei lá o que tenho de poético, sei lá o que tenho de fenomenal mas eu sou assim, sofro, trepo paredes, grito... Mas também, abraço, mimo, surpreendo, rasgo sorrisos, digo "adoro-te" quando quero e me apetece, sem pensar como os outros irão interpretar. Considero-me uma excelente observadora, chego a conclusões mirabulantes, no entanto, verdadeira, que me ensinam a construir em mim algo. 
Fraqueza, ao lado da força, será middle name, no entanto, nunca mas nunca me verão ser falsa comigo, já o fui e resolvi o assunto. Nunca perderei o poder de saber muito bem as asneiras que faço, o que sinto, o que digo, vou continuar a mimar e a surpreender e não me arrependo, nem de quem me fez mal...
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!