sexta-feira, junho 01, 2012

Passo a passo


Passo e mais outro passo à chuva. Que interessa que a chuva me encharque a roupa? Nada mais sou do que ser refém das águas que pela minha cara escorrem e deixam a minha roupa mais pesada... caminha-se, está tudo na mente e no vinho e quem sabe debaixo da próxima pedra de calçada. Caminha em direcção ao infinito que será a sua vitória, o seu nirvana mas nunca a sua paz. O passo aumenta mas a chuva também, parte-se em busca de nada e deixa-se tudo. Para que servem bens materais quando o único bem que damos ao Mundo são lágrimas? Responde-se como que se tem. Que mude o campo magnético da Terra! Que se chegue à litosfera e se prove a Teoria da Deriva dos Continentes... Porque já existiram muitos talentos desperdiçados...


Não sou superior, supero-me.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.