terça-feira, março 19, 2013

Água que não é chuva

No meu palco a noite começa, às 19:24h. Pés frios, um joelho magoado, terra no carro e água que não é chuva.
Água daquela que sai de olhos azuis e castanhos, águas que nunca se deveriam ter derramado. Mais uma vez nos casquilhos mas de um parque eólico, continuo a ver o que não quero, a sentir o que não gosto. A sentir que posso fazer mais, ser mais. Eu sou mais.
Eu sou.
Eu olho.
Eu vejo o azul dos faróis numa curva e sei exactamente de onde vens e para onde vais.
Não é preciso amar para ver o que está mal no mundo.
Não é preciso amar para ver o que vai no oceano dos teus olhos azuis.
Vai.
Foi.
Estiveste, Sentiste
Absorveste
Surreal
Para mim, banal, para ti, um bolo para quem se contenta com uma fatia do pão de há 3 dias.
Compreensão eu tenho,. percebem que eu não percebo que as pessoas se acomodam. Mas e se eu não me acomodar?
Jamais me acomodarei
Jamais serei banal
Deixa mais terra no carro, e que choca com a água mas vive. Sente, respira, sê amado, rasga a carne, rasga as folhas da vida que te fazem mal.


Não sou superior, supero-me.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.