sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pedro Paixão


Foto de Sensualité et beauté en noir et blanc.


(...)Um copo de vodka e pupilas dilatadas. Um risco, um cheiro. “I said Goddamn, Goddamn”. Preciso que me encostes à parede. Que me segures pela garganta. Preciso que me faças sentir alguma coisa. Preciso de sentir alguma coisa. Não com a pele ou os lábios, não com o corpo: o que preciso, preciso de o sentir dentro de mim. Não é sexo. Não é dentro do meu corpo: é dentro de mim. No peito. Sentir a minha pulsação. Sentir-me. Fazer-me crer que não estou a mais, peça dispensável. Não julgo que alguém pressinta o desatino que vai em mim. Melhor assim. Aliás, dá-me gozo ver o espanto na cara dos homens que realmente conversam comigo. Espanto ou deceção. Às vezes não sei distinguir.(...) (Pedro Paixão)


O poder da Natureza é infinito, eu sou natural.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo (se fores uma besta quadrada, nem vale o esforço de escreveres).