sexta-feira, agosto 11, 2017





 Nunca te oferecias. Era preciso ir buscar-te aos lugares mais secretos e depois do prazer batias-me com violência no peito. Estou a ver-te, desastrada, a jogar à bola na praia junto ao mar que te louvava. Estou a sentir a tua pele muito quente por debaixo do vestido tecido de linho, o meu favorito. Estou a olhar para os teus jeans colados às tuas esguias pernas que fechavas e abrias ouvindo aventuras que adoravas. Tive de inventar a fotografia para te capturar em imagens interditas. Para que fosses por fim minha. Tenho de ir já tomar um ansiolítico. A tua ausência, pelos vistos, ainda me sufoca.
 Pedro Paixão

Os ansiolitícos não fazem passar essa sensação...

Sou uma força da natureza, não tentes destruir - me...

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.