sexta-feira, junho 16, 2017

Os laços

Os laços de sangue em nada têm que ver com afinidade, muitos põem a família em primeiro lugar mas a família talvez não os ponha em primeiro lugar.
A pessoa que me dá os abraços mais genuínos é a minha madrasta, a filha dela, quando nos vemos, é como se falássemos todos os dias. Aprendi a dizer amo-te ao meu pai mas não digo um "porra" à sua frente, respeitinho é bonito e ele agradece.
A meu ver, Deus não une nada, a cumplicidade não é algo ligado à religião, os casamentos feitos, ainda hoje, são uma atrocidade. No fundo o que importa, não é o saldo bancário (eu nunca vi o do meu pai mas quando preciso, ele tem, basta-me),não é teres um cão que custou 700€ quando podes ter um patudo por zero euros e o mesmo amor com a vantagem de dares outra oportunidade de ter uma boa vida.
Sem esquecer o mundo virtual, que passa a mails, a telefonemas... Ou nada disso e sentimo-nos bem a falar com as pessoas. Vou nomear apenas quatro: a Miúda, o Estúpido, o Wolf e São Rosas (mas são mais alguns).



Sou uma força da natureza, não tentes destruir - me...

1 comentário:

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.