sexta-feira, junho 09, 2017

És uma parte de mim

Nunca te perdi de vista mesmo quando teimavas em tornar-te apenas um vulto. Não me esqueço que, nos meus braços, choraste quando eu mal te conhecia estava, novamente a fazer o papel de porto de abrigo. Nas pedras duras do quotidiano, chocaste contra mim, em horas decidi o quanto eras especial, mais umas horas e tu percebeste o quanto eu era especial para ti.
Não o mundo não desapareceu quando estávamos juntos e essa foi a melhor parte: nós fazíamos parte do mundo, esses teus olhos verdes, cheios de sofrimento queriam mimo e mimo tiveste, queriam sexo e sexo tiveste, queriam alguém que te ouvisse confessar aquilo que nunca havias dito e eu ouvi-te.
Até ao escândalo... 
Nada nos impediu de nos voltarmos a encontrar, nem eu , nem tu sabemos explicar aquilo que nos faz sentar num carro e falar ou estar em silêncio.
És uma parte de mim.





Sou uma força da natureza, não tentes destruir - me...

11 comentários:

  1. Bonito!
    Mas... bonito, bonito...

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    1. Matas-me com mimos, afinal também, sua doida, fazes parte dos meus afectos <3

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    2. Lá estás tu a deixar-me toda molhadinha...
      Depois, lá tem de ser uma circulação constante de cuequinhas...

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    3. Miga, eu nem sabia que usavas cuecas... :P

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    4. Por acaso descobriste-me a careca (no púbis). Sou tão lésbica que até uso boxers :O)

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  2. Awesome Pink!
    Reminds me of something:
    "Dois portos de abrigo encontram-se.
    Ambos cansados da vida e de proteger barcos que logo partem, ambos à procura de algo indefinido mas com contornos de si próprios, ambos no limite das suas luzes...
    Faróis cujo brilho antes tão intenso começa já a fraquejar depois de tantos anos expostos às ondas e ao vento. O vidro que os protege tornou-se baço e estalado e à medida que a chuva fria os fustiga vezes sem conta as frestas que durante anos debruaram a luz suave com matizes através da noite, começam a deixar que a água se infiltre
    Mas nalgum ponto a terra cruzou-os e agora a paz e tranquilidade de ambos transbordam pelo cais, invadem o mar..."

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  3. Lindo!
    Eu bem digo, és grande! Quando voltas?

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    1. Já voltei, em três pequenos actos ;)

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.