segunda-feira, abril 27, 2015

Repeat #3 Medo e Amor

 São as coisas da vida. começo com esta conclusão. Não tenho agora, terei mais tarde ou nunca terei. Se não tive, foi porque não fez falta. Ainda bem que descobri algumas músicas, algumas pessoas, casa. saber o que é um lar, isso não sei... Tudo bem habituei-me. A chorar sai-se de uma espécie de lar para outra espécie e passado um rasgo de vida, um traço de coração partido, uma poça de lágrimas, um monte obstáculos que se superam... O som, o som, preciso do som. Dá-me som, dá-me o que preciso e não o que quero.O amor é uma coisa tão poderosa como o medo. São, quanto a mim, as únicas sensações que nos fazem tomar atitudes drásticas. Medo e amor, não se medem, fazem-nos tremer, gritar, paralizar. E Juntos? O medo de perder o amor? Já o tive, faltava-me o ar quando imaginava, dizia não sobreviver a um amor que fiquei a lembrar mas aqui estou eu, e ele, tu que sabes que és tu, na minha vida. O maior amor que temos, será o poder de criar algo- Um silêncio, um valor, um castelo no ar habitado por duas almas que se unem num infinito de estrelas e se abraçam numa tempestade de areia quando a guerra rebenta. Ninguém vive na sombra de ninguém, a dignidade não pode ser roubada, deveria constar na Carta dos Direitos Humanos termos o direito de ter um grande amor, além do amor, supostamente, de quem nos cria. Digo eu e se eu digo, é porque o sinto... Senti.

Não sou superior, supero-me.

1 comentário:

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.