domingo, outubro 20, 2013

Simples sonho

O sonho dela era mais do que um sonho. Era como uma promessa à máfia chinesa; na cabeça de uma mente que se deixa levar pelo vento, por gota de chuva, por um animal que abraça como se fosse um ser humano. Não existe a necessidade de chorar, chora demasiado olhando as cicatrizes, lembrando as mesmas.
Foi carne para canhão mas agora algo mais que um sonho, quer apenas fazer coisas simples... Simples num mundo que nos consome, que nos destrói e que nos faz sairmos do fundo do poço cada vez mais fortes... Realidade contra um sonho em que apenas Kant viveria, pois seria um mundo perfeito.
Demónios que tiram-lhe o pior dela.
Ela cresce e sente as forças.
agora já, ela precisa de saber, de fazer, de ver o Monte Olimpo, de dizer o que ainda não foi dito, de dançar ao som do que não dançou...
O sonho dela, simples, era uma forma de vida, uma adoração por um copo de vinho, um carro e uma casa com cortinados esvoaçantes...
Como alguém que não sabe o que esperar de um blind date, ela não sabe onde ir buscar o seu sonho, prefere adormecer?
Não, carrega em si o poder da máfia, as entranhas carregadas de vícios, de tiques e motivos. Ela morde mas não é mordida, ela só é cortada se assim o permitir.
Sangue
Dança com rituais de pré-combate na Tailândia, ela tinha o sonho de ser realidade e apenas era ela...
Eu sou a Mónica, a Pink Poison e se não for aceite, o meu sonho será simples: será vivido!

Não sou superior, supero-me.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.