quinta-feira, maio 24, 2012

Mas não posso desejar

Estou a mudar de casa, como já expus aqui. Também aqui já espus que amo o meu pai e que ele me ajuda...
Este fim de semana, andei num dos sótãos dele à procura de umas coisas que eram minhas para a casa nova: deparo-me com tudo o que era dos meus avós, espalhado, mal tratado e por ali... Um roupeiro novo, ali parado e eu h´aum ano havia comprado um em segunda mão, uma secretária que me fazia falta, eu comprei em segunda mão, comprei uma bicicleta eliptica, e lá está uma, de muito melhro qualidade, parada há mais de 1 ano. O meu pai deve ser o único senhorio que oferece internet aos inquilinos, que compra camas por atacado, máquinas de lavar, microondas, etc... Tudo das melhores marcas e tudo a condizer. Na casa dele não existem marcas brancas, existem coisas a mais, mas tudo sempre do mais caro. O meu pai escolhe preços e escolhe os mais altos. Além disso ajuda muita gente. Um audi, que por acaso está em meu nome, é o maior carro que existe de 5 lugares a diesel na família, sendo que o resto ou é comercial ou a gasolina, pedi-lhe o carro por uma semana para carregar mais caixotes de uma vez, disse-me que o carro não estava bom... Mas vejo membros da igreja a que pertence a usarem o carro, vejo essas pessoas a comerem e não é pouco na casa dele e 2 deles moram no sótão pois estão "numa situação difícil"... Tem sempre obras em qualquer dos montes e na sua casa, tudo com materiais do melhor... Pergunto-me: não posso dizer que tenho um pai rico mas posso dizer que proporciona melhor vida a outros do que à filha? Neste momento sim, dado que eu e o Pinko fomos de propósito ao Algarve para o Pinko fazer ligações wireless pelo monte... Mas o meu pai, não teve meia hora para se sentar connosco na sua casa onde tudo é caro, a falar comigo.
Imaginem que a parte do monte que é para os meus fins de semana, tens móveis mandados fazer desenhados por ele e a minha madrasta. Para quê? para ele nunca os usar.
Uma ninharia mas importante para mim: pediu-me expressamente para comprar um balde de esfregona para limpar a casa quando lá fosse: deu a uns inquilinos que estão a pagar a renda em troca de "arranjos na horta"...
Quem sou eu?
desculpem o desabafo mas senti-me tudo menos filha.

Não sou superior, supero-me.

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.