sábado, outubro 23, 2010

Engolir a Lua

Quem irá pegar em ti quando te quiseres levantar da minha cabeceira?
Terás as lágrimas a cegarem-te.
Terás uma dor no peito, sim, mesmo ali no externo, daquelas que nos partem ao meio.
Coração Partido.
Pena.
Desespero.
Melodia.
Brilho.
Volta tudo ao mesmo, como se de um ciclo se tratasse.
Engoles a lua como se tratasse de um doce, trepas a sua luz... Esqueceste que a luz sou eu. Não estejas em cima dos teus joelhos, nada muda as circunstâncias, habituemo-nos a elas. Fica com a televisão ligada para fingir que não história para contar, que é mais um dia, que não existe uma brisa diferente, um calor que emana de dentro de ti e que chega a mim e, quem sabe, chega à lua.
Que ninguém te pegue! Levanta-te sozinho, sofre sozinho, mostra sozinho ao mundo que comportamento não gera comportamento para os que são puros, genuínos, amantes da vida, do sexo oposto, de tudo o que fazem.
Esmurra.
Canta.
Respira.
Dá algo do pouco que tens.
Dá-te como eu me dou. Não sejas o que eu sou, sê apenas o melhor de ti e nunca o pior de mim!
NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

4 comentários:

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.