sábado, setembro 18, 2010

Se eu ficar, fica o sangue

Não sei bem como te fazer entender o que sinto, como sinto, como vejo, porque durmo na posição em que durmo. Porque faço sexo da forma que faço. Mas fico, se me entenderes, fico se me aceitares.
Aceita que fique na cama até às 17h, que chore no chão encostada a uma parede, que dê murros em pontas de facas. Que interiorize o que o mundo acha errado, que veja a morte como no ensinam os tibetanos.
Se eu ficar, aceitas sofrer isso?
Esquece tudo o qu ete ensinaram, esquece que existem padrões, respeita os animais e as crianças e quem se sente feliz.
Aceita as gotas de sangue que podem sair de mim, aceita que saia sem rumo, sem limites, que não aceite que me cortem as asas e a língua.
Aceita a mulher, o sexo bom, muito bom, aceita que tome um duche e pareça fria.
Não serei, nunca fui, aceito as minhas imperfeições e são essas que me fazem especial. Pontas de faca? Venham!
Ficas comigo?
Ou vou para o Monte Olimpo?

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

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Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Nietzsche
Debita aqui algum bálsamo.