domingo, março 29, 2009

O AMOR



"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser 
desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? 

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e 
descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. 

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 
"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um 
fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem 
tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não 
dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa 
alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, 
não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que 
a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e 
minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade 
pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num 
momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por 
muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda 
o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não 
esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor 
que se lhe tem. 

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se 
ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver 
sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. 
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. 

Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

segunda-feira, março 23, 2009


EU DESCOBRI ALGO RARO, ÚNICO E QUE POUCAS PESSOAS CONSEGUEM PERCEBER... UM TESOURO QUE TENHO QUE CONTAR A ALGUÉM MAS AINDA NÃO SEI COMO CONTAR. NÃO TEM NOME, FORMA, SÓ TEM EXPRESSÃO. COMO PODEREI EU DAR A QUEM MERECE O QUE ACABEI DE ALCANÇAR?

NÃO SOU SUPERIOR, SUPERO-ME!

sábado, março 21, 2009

P.D.LC.T.


O meu silêncio só será quebrado por um vento que me passe na pele...
Grito, gemo, tremo de prazer, encosto as mãos à parede e respiro fundo seguido de uma gargalhada.
Gorda, magra, eu sou a PinkPoison, uma marca na vossa vida...
E isto não é nada, nunca me peçam paz, calma e tretas dessas. Problemas? mergulhem de cabeça e saiam de cabeça erguida!!!

Não sou superior, supero-me...

Não sou superior, supero-me...

sexta-feira, março 13, 2009

Preferes...

_ "Preferes que eu morra ou tenhas uma discussão com a tua esposa? "

_ "Prefiro que morras."

Adivinhem de que filme saiu?
O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

Para o INFESTANTE


Esta coisa, sou eu em pequena

O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

terça-feira, março 10, 2009

120






O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

Sexy thing




Sexy... só a palavra desperta os instintos animalescos, sexy, é ser óbvio, é alimentar tesão, é uma atalho para uma boa foda!

Sensual: é um caminho misterioso que não se sabe onde vai dar, ao sexo, a uma atracção, ou só a uma mulher vazia que se sabe vestir
O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

segunda-feira, março 09, 2009

have fun

net.mulher.com
O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

Encontrámo-nos no cascalho do quotidiano, por mim






Estes olhos sáo como os teus
Encontrámo-nos no cascalho do quotidiano
Descrições exactas.
Pormenores de placas de contacto e chinecises dessas.
Aqui estás tu, sacana (hummm, quando é que eu te chamo sacana?)
Decisão escrita na testa.
Um movimento para a esquerda com cabeça que é sinal, sei lá eu do quê mas que vejo...
Tenho curiosidade
Tenho vontades
Tenho vontade de ti
Dividimos: eu faço-te bem e tu a mim...
Como diria... ?
Nem sei.
Gosto.
Dá-me prazer.
Penso nos sorrisos, cada vez mais frequentes... e mais não digo que por agora não devo.

O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

Adoro...





ISTO É SEXY...

O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

o meu herói



Hoje, emocionei-me: o meu escritor favorito na Tv, por ter doença bipolar... Cruzes, o meu herói, a sua escrita... Que se dane a doença, adorei a postura, emocionei-me como me emociono a lembrar-me de Fernando Pessoa. Serei eu vítima dessa doença? Pedro Paixão, um muito obrigada por existir... Sei que já falámos ao telefone, acompanho-o, também eu escrevo na cama de portátil no colo, não fumo mas adoro o piano e o conjunto da imagem da estrada sem fim em frente ao mesmo. Um bem haja aos grandes homens!!!

O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!

sábado, março 07, 2009

APELO


Falo na prmeira pessoa como que um desabafo. Mulheres deste país, pergunto-vos: Porque não fodem? Maridos lindos, honestos, que vos dão carinho, amor, companhia e nem um beijo em condições? Cansaço? Sim, eu própria deixei de o fazer por cansaço uns dias mas falamos de meses!!! Motivo? Não existe.Existe um vazio em determinadas mulheres que lhe vou chamar de "Vazio Sexual" que vos prejudica, prejudica a vossa essência feminina e que eu acho, e atenção, são só os meus pensamentos, RIDÍCULO!!! Pergunto-me como é possível não fazerem tudo com a pessoa que vos vê na sanita, que vos vê doentes, que vos ampara e que amam. Um mistério envolve estas mulheres, só pode, o mistério do tal vazio e que provoca mágoas, fugas, lágrimas e aperto no coração. Façam o favor de foder!!


terça-feira, março 03, 2009

Acorda!!!




Eu Tu Nós Olhos que andam juntos e não se vêem. Ouço. Ouvi-te. Acabei de te ouvir. Confronto? Não. Quero-te feliz, quero a sorrir, porra que já não sei quero ou não. Se eu fosse homem, não teria a Pink Poison como garantida, teria a PP num pedestal, de ti, é só o que mereço, e não o quero. Quero o teu bem, e és tão burro que não percebes? Mas que língua falo eu? Que mostram os meus olhos quando te vejo? Tudo o que tivémos foi destruído, de um lado um doido "enter", do outro lado uma saloia a pensar que é tia de Cascais... dassssssssssssssssssssssss Reconstruir. Esperar de esperança. Rolar na areia e olhar as estrelas a pensar que nada mais importa a não ser que estamos sem olhar um para o outro sem nos vermos. Toma-me. Bebe-me. Alimenta-me. Adormece-me. Abraça-me como se fosse o ultimo abraço que dás a esta mulher. Como eu fiz no ultimo abraço que te dei e de seguida fiquei sentada no chão frio a pensar que poderia ser o ultimo. ACORDA PORRA!

O PODER DA NATUREZA É INFINITO, EU, SOU NATURAL!